França segue pista sobre segundo agressor de ataque a igreja

Uma carteira de identidade em nome de Abdel Malik P. foi encontrada durante uma batida realizada na residência do primeiro suspeito

Os investigadores suspeitam de que o segundo autor do ataque contra uma igreja na França seja um jovem procurado há dias pelos serviços antiterroristas por ameaça de atentado – informaram nesta quarta-feira (27) à AFP fontes ligadas à investigação.

A identificação formal do agressor, morto ontem pela Polícia, continuava em curso agora à noite.

Uma carteira de identidade em nome de Abdel Malik P. foi encontrada durante uma batida realizada na residência de Adel Kermiche, o primeiro assassino formalmente identificado. Segundo uma das fontes da AFP, “vários elementos levam a pensar em que se trata do segundo agressor”.

Abdel Malik P., de 19 anos, é originário do leste da França e não há registro de condenações contra ele, completou a mesma fonte.

Como não foi condenado, a Justiça “não dispõe de suas impressões digitais nem de seu DNA nos arquivos, o que atrasa sua identificação formal”, acrescentou uma outra fonte.

Em 22 de julho, quatro dias antes do atentado à igreja, a Unidade de Coordenação da Luta Antiterrorista (Uclat) divulgou uma nota, na qual dizia “ter sido destinatária de uma informação de uma fonte confiável” sobre um indivíduo “que estaria pronto para participar de um atentado no território nacional”, completou a fonte da investigação.

Essa informação é acompanhada de uma foto do indivíduo, que “se parece fortemente” com Abdel Malik P..

Na ausência de identidade, de alvo, de uma data, ou de um “modus operandi” para esse plano de atentado, os serviços antiterroristas não sabem dizer de quem se trata.

No momento, os investigadores tentam confirmar se o homem na foto é Abdel Malik P. e se ele seria o segundo agressor.

Já Adel Kermiche, de 19, foi rapidamente identificado pelos investigadores. Ele foi acusado e colocado em detenção provisória por ter tentado ir à Síria, duas vezes, ao longo de 2015. Em 18 de março passado, um juiz antiterrorista decidiu soltá-lo, colocando-o em prisão domiciliar sob vigilância eletrônica. O Ministério Público recorreu da decisão, sem sucesso.

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