Governo e rebeldes filipinos declaram cessar-fogo permanente

Compromisso será formalizado com assinatura de declaração por representantes de ambas as partes no hotel onde estiveram negociando desde segunda-feira passada

Copenhague – O governo filipino e a Frente Democrática Nacional das Filipinas (NDFP), que representa a rebelião comunista, acordaram em Oslo transformar em permanente o cessar-fogo unilateral declarado há cinco dias.

O compromisso será formalizado com a assinatura de uma declaração por representantes de ambas as partes às 9h GMT (6h, em Brasília) no hotel nos arredores de Oslo no qual estiveram negociando desde segunda-feira passada, informou o Ministério das Relações Exteriores da Noruega, país que exerce o papel de mediador nas conversas.

O ministro das Relações Exteriores norueguês, Børge Brende, estará presente durante o ato.

Transformar o cessar-fogo em permanente era um dos temas incluídos no programa que foi negociado em Oslo, junto com outras questões como uma anistia para os presos comunistas e a instauração de mecanismos que garantam o fim do enfrentamento.

Ambas as partes tinham expressado na segunda-feira, quando foi instalada a mesa de diálogo, esperança de poder fechar um acordo a curto prazo e o chefe da delegação governamental, Silvestre Belo, falou inclusive de um ano.

Desde que Rodrigo Duterte ganhou as eleições presidenciais filipinas em maio, o Executivo e os rebeldes comunistas aproximaram posturas e intercambiaram gestos de boa vontade.

O governo libertou 20 rebeldes, entre eles os líderes Benito e Wilma Tiamzon, presentes na mesa de Oslo, embora deverão retornar à prisão ao término das negociações.

À declaração de um cessar-fogo temporário por parte dos rebeldes o governo respondeu com uma medida similar, para criar um clima “positivo” que ajude à resolução de um conflito armado que em quase meio século tirou a vida a 30 mil pessoas.

As conversas de Oslo implicam retomar um processo estagnado desde a ruptura das anteriores negociações, em 2013, entre outros motivos pela recusa do então presidente, Benigno Aquino (2010-16), a libertar os negociadores comunistas.

O CPJ foi criado em 1968 como uma organização política clandestina com o objetivo principal de derrubar ao governo.

O Novo Exército do Povo (NPA), seu braço armado, foi estabelecido em 1969, conta com cerca de 6 mil combatentes regulares e está háe 45 anos pegando em armas.

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