Guiné é declarada novamente livre do vírus do Ebola

O país africano agora passará por um período de 90 dias de vigilância sanitária reforçada para garantir que qualquer novo caso seja rapidamente identificado

Genebra – A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira que Guiné esta novamente livre da transmissão do Ebola, após passar os 42 dias regulamentares desde que o último infectado que testou negativo em dois testes que mostram se há presença do vírus no sangue.

O país africano agora passará por um período de 90 dias de vigilância sanitária reforçada para garantir que qualquer novo caso seja rapidamente identificado antes que se espalhe entre a população.

A Guiné foi declarada pela primeira vez livre do Ebola no final do ano passado, mas entre os dias 17 de março e 6 de abril foram registrados sete casos e outras três pessoas tinham suspeitas de ter contraído a doença. Oito delas morreram.

O último surto no país foi relacionado a uma infecção pelo sêmen de um sobrevivente da doença, mas devido a uma resposta rápida por parte das autoridades, cerca de 1,2 mil pessoas foram imunizadas com uma vacina experimental e colocadas sob vigilância médica.

Além disso, entre os dias 1º e 5 de abril foram confirmados três casos, uma mulher e seus dois filhos, que tinham viajado de Guiné para a Monróvia, a capital da Libéria.

Guiné, Serra Leoa e Libéria foram os países mais afetados pela última epidemia do Ebola que começou há cerca de dois anos e meio.

Na Libéria, as autoridades mantêm sob observação cerca de 100 de pessoas que puderam ter contato com doentes e, da mesma forma que aconteceu no Guiné, há um plano para vaciná-los.

Se nos próximos dias a Libéria não confirmar nenhum caso novo de contágio, no dia 9 de junho o país será declarado livre do vírus pela terceira vez, depois que perder este status em novembro do ano passado.

Embora os dois países africanos fiquem livres da transmissão do vírus nos próximos dias, a OMS disse hoje que o risco de novos surtos segue latente, especialmente devido ao contágio através dos fluidos corporais – como o sêmen e o sangue – dos sobreviventes, onde o vírus pode permanecer por vários meses.

Desde o início do último surto e até o dia 26 de maio (os últimos dados disponíveis da OMS) foram confirmados 28.616 casos de ebola nos três países, onde 11.310 morreram. EFE

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