Holanda condena 9 por jihadismo a penas de 7 dias a 6 anos

A maior pena foi para em Azzedine C., conhecido como Abou Moussa, por "filiação a uma organização terrorista"

Roterdam – O tribunal de alta segurança de Osdorp, em Amsterdam, condenou nesta quinta-feira nove pessoas por vínculos com o terrorismo jihadista a penas que vão de sete dias a seis anos de prisão, parte de um superjulgamento que começou em setembro na Holanda.

A maior pena foi para em Azzedine C., conhecido como Abou Moussa, por “filiação a uma organização terrorista, incitação ao ódio e encorajar outros a cometer delitos terroristas na Síria e no Iraque”, segundo a sentença.

Para a promotoria, não existem provas conclusivas que demonstrem a intenção de “atentar na Holanda”, mas sim a intenção de vários suspeitos de viajar para lutar na Síria, informou o jornal holandês “Algemeen Dagblad”.

Rudolph H. e Oussama C. foram condenados a três anos e um ano de liberdade condicional, respectivamente.

Os três “formaram uma organização com fins terroristas na Holanda, cujo objetivo era a revolta e a contratação de pessoas para a luta armada na Síria”.

No julgamento, outras seis pessoas receberam penas de prisão por “fazerem parte de uma organização terrorista que incitava ao terrorismo, encorajava e ajudava a viajar à Síria”.

É o caso de Hatim R. e Anis Z., julgados à revelia porque acredita-se que estão na região de conflito. Eles foram condenados a seis anos de prisão, e Hicham O., a cinco.

O resto dos acusados recebeu penas mais leves, como 155 dias no caso de Jordi J., 43 dias para Moussa L. e sete dias para Imane B., a esposa do principal suspeito.

Outro acusado, Soufiane Z, que ficou conhecido pelo Twitter ao publicar um vídeo intitulado “Oh, oh Aleppo”, teria morrido na Síria, indicou em setembro a imprensa holandesa.

A defesa sustentou que “os suspeitos só participaram abertamente do debate público”.

E acrescentou que “sua defesa do Estado Islâmico era contra o presidente sírio (Bashar al) Assad” e que a acusação desrespeitava a liberdade de expressão.

Nenhum dos acusados ocultou sua simpatia pelo jihadista Estado Islâmico (EI), como demonstraram ao participar de uma manifestação em Haia e várias vezes através das redes sociais e entrevistas aos meios de comunicação.

A promotoria reconheceu que “a liberdade de religião é absoluta e que só os comportamentos podem ser puníveis”, por isso a realização de reuniões para estudar o islã, “sempre e quando feita de maneira pacífica”, não pode ser condenada.

Dos acusados, que têm entre 19 e 41 anos, só Azzedine C. permaneceu em uma prisão de alta segurança desde o princípio de setembro, enquanto o resto estava em liberdade provisória à espera do julgamento.

O processo é o maior desde 2005 contra um grupo tão numeroso de suspeitos por acusações semelhantes na Holanda, quando um conjunto de jovens de Haia foi acusado de participar da célula terrorista denominada “grupo Hofstad”.

Esse grupo era formado por um círculo de jovens muçulmanos radicais com conexões com Mohammed Bouyeri, que matou o cineasta holandês Theo van Gogh.

Van Gogh foi assassinado em 2 de novembro de 2004 por Bouyeri, um islamita radical de 27 anos, que disparou sete tiros e o degolou com uma faca com a qual depois cravou uma carta em seu peito. 

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