Impopular presidente mexicano está perdendo poder político

Pouca coisa tem dado certo para o presidente do México, Enrique Peña Nieto

Pouca coisa tem dado certo para o presidente do México, Enrique Peña Nieto.

O confronto mortal entre a polícia e um sindicato que protestava contra sua histórica reforma educacional, no domingo, é o último lembrete da fragilidade institucional do país e dos desafios enfrentados por seu governo.

A violência desta semana entre a polícia e o sindicato de professores CNTE, que se opõe a um sistema de avaliação para educadores, deixou pelo menos oito civis mortos e mais de 100 feridos após uma manifestação sindical que havia bloqueado rodovias e o acesso ao aeroporto da Cidade do México.

No início do mês, o partido de Peña Nieto perdeu cargos de governador em quatro estados que eram redutos tradicionais e, na semana passada, grupos empresariais repreenderam parlamentares de seu partido por diluírem um projeto de lei anticorrupção.

A queda dos preços do petróleo no início do ano, que levou à desvalorização do peso, forçou cortes de gastos e de ajuda financeira à estatal Petróleos Mexicanos.

O resultado de tudo isso é que a popularidade de Peña Nieto agora está em 35 por cento, segundo pesquisa GEA-ISA publicada na quarta-feira, a menor de seu mandato, nove pontos percentuais abaixo da registrada no primeiro trimestre.

“Peña Nieto perdeu capital político”, disse Marco Oviedo, economista-chefe do Barclays para o México. “A população já não o apoia como em 2012”.

Retorno do PRI

Peña Nieto, 49, assumiu o cargo em 2012 com mais de 38 por cento dos votos, superando o segundo colocado por mais de seis pontos percentuais em uma campanha com três candidatos principais, com as promessas de reduzir a criminalidade e estimular o crescimento econômico.

Seu Partido Revolucionário Institucional, ou PRI, havia governado anteriormente durante sete décadas até ser derrotado em 2000.

A perda do poder de negociação do presidente aumenta o risco de o Partido da Ação Nacional, ou PAN, o maior grupo de oposição, conseguir reverter parte dos aumentos de impostos de 2013 e exigir que o governo corte mais gastos, diz Oviedo.

Contatada na quarta-feira à tarde, a assessoria de imprensa do presidente preferiu não comentar imediatamente quando indagada sobre a pesquisa e os acontecimentos recentes.

As consequências políticas para o partido de Peña Nieto entraram no foco na noite de segunda-feira, quando Manlio Fabio Beltrones, que dirigiu o PRI nos últimos 10 meses, anunciou sua renúncia. Beltrones citou a derrota do PRI nas eleições estaduais de 5 de junho e a necessidade do partido avançar em uma nova direção.

“Este último ciclo eleitoral foi mais uma rejeição ao governo dele e ao PRI do que um desejo de busca por alternativas”, disse Tony Garza, ex-embaixador dos EUA no México, atualmente advogado no White & Case, na Cidade do México.

“Esse governo terá que fazer algo para enfrentar o problema da corrupção”.

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