Eleições dos EUA: o último debate

No terceiro e último debate entre os candidatos à presidência dos Estados, que acontece na noite de hoje, o republicano Donald Trump espera se sair melhor que a democrata Hillary Clinton enquanto se agarra ao que pode para permanecer de pé na corrida. Trump se saiu melhor no segundo encontro do que no primeiro, mas ainda ficou à mercê da falta de experiência política e dos recentes escândalos que minaram sua campanha.

Há cerca de um mês, ambos os candidatos apareciam tecnicamente empatados nas pesquisas. De lá pra cá, Trump sofreu um revés atrás do outro: desde as denúncias de que deixou de pagar impostos até o vídeo em que ele se gabava de atacar mulheres sexualmente. Resultado: a maioria das estimativas já apontam que as chances de Hillary vencer beiram os 90%. O jornal New York Times acredita que as chances de Clinton estão em 92%. O departamento que faz análises eleitorais na Universidade Princeton vê as chances de Trump próximas dos 3%, ante 97% de Clinton.

A visão mais “otimista” para os republicanos é do site FiveThirtyEight, do estatístico Nate Silver, que estima as chances da democrata em 87,5% — Trump chegou a liderar esse índice, com quase 60% das chances, após a convenção do partido no final de julho. A disparidade se tornou tão grande no último mês. A campanha de Hillary já fala em tentar ganhar em estados difíceis, como o Arizona, que votou pelos republicanos em 9 das 10 últimas eleições — Hillary investiu 2 milhões em propagandas no estado e Michelle Obama fará campanha por ela na capital Phoenix na quinta-feira.

Enquanto Clinton traça estratégias para cimentar o pleito, Trump reclama de um processo eleitoral rígido, de uma comissão de debates partidária e até de seus colegas republicanos, que o abandonaram. O tamanho das reclamações acompanhou a queda nas pesquisas. Sua base mais fiel ainda concorda com ele, mas, como as pesquisas mostram, parecem ser em número insuficiente para levar a eleição. Na média, Trump tem 41% das intenções de voto, contra 49% de Hillary.

Recentemente, o presidente Barack Obama disse que Trump “deveria parar de choramingar e mostrar propostas para ganhar votos”. Hoje talvez seja uma das últimas oportunidades de o candidato seguir o conselho do presidente.

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