Japão concluirá aprovação de controversa reforma militar

O Senado votará nas próximas horas a tramitação do projeto legislativo depois que a câmara Baixa rejeitou por maioria o último empecilho de oposição

Tóquio – O parlamento japonês conclui nesta sexta-feira a aprovação definitiva de uma polêmica reforma militar que divide profundamente o espectro político e os cidadãos e cuja tramitação foi atrasada por partidos da oposição com a apresentação de várias moções de censura.

O Senado votará nas próximas horas a tramitação do projeto legislativo depois que a câmara Baixa rejeitou nesta sexta-feira por maioria o último empecilho – uma moção de censura contra o Gabinete do primeiro-ministro, Shinzo Abe, que impulsionou a reforma – interposto pelas formações opostas à medida.

O grande maioria que a coalizão governante, formada pelo conservador Partido Liberal-Democrata (PLD) de Abe e o budista Novo Komeito, ostenta em ambas as câmaras inutilizou as tentativas para bloquear a iniciativa, que previsivelmente será aprovada sem problemas na votação definitiva.

A nova legislação está destinada a dotar de um maior protagonismo às Forças de Autodefesa (Exército) japonesas, já que permitirá defender a aliados se forem alvo de um ataque ou participarem de operações de segurança das Nações Unidas.

No entanto, muitos consideram que isto acaba com o pacifismo plasmado desde o final da II Guerra Mundial no artigo 9 da Constituição japonesa, que até agora só permitia ao país usar a força para se defender.

De fato, para poder levar adiante a nova legislação, o governo Abe aprovou no ano passado de maneira unilateral uma muito protestada “reinterpretação” de dita cláusula.

O último trecho para a aprovação da reforma militar -que é rejeitada por mais da metade dos japoneses, segundo as enquetes- deparou nos últimos dias com manifestações maciças frente à sede do plenário em Tóquio e acaloradas discussões entre parlamentares rara vezes vistas na política japonesa.

Hoje novamente milhares de pessoas se concentraram perante a sede parlamentar na capital japonesa para protestar pela mudança normativa e pedir à coalizão governante que dê marcha ré no projeto.

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