Khamenei: destino de acordo nuclear com Irã não está claro

O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, disse que o regime islâmico bloqueará qualquer tentativa de Washington de influenciar no Irã

O destino do acordo nuclear com o Irã ainda não está claro, e o país não permitirá influências dos Estados Unidos, advertiu nesta segunda-feira o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Khamenei disse em uma declaração citada em seu site que o regime islâmico bloqueará qualquer tentativa de Washington de influenciar no Irã, para além do histórico acordo nuclear.

“Pensam que com este acordo – cujo destino não está claro, porque ninguém sabe se será aprovado aqui ou nos Estados Unidos – poderão encontrar a forma de interferir no país”, disse Khamenei.

No entanto, acrescentou, “não permitiremos nenhuma intrusão dos Estados Unidos em nível econômico, político ou cultural”.

O acordo nuclear, alcançado em Viena no mês passado depois de mais de uma década de conflito diplomático, ainda deve ser ratificado pelo Congresso dos Estados Unidos, e pode exigir a aprovação do Parlamento iraniano.

Khamenei também acusou os Estados Unidos de tentar se infiltrar no Oriente Médio.

“Estão buscando a desintegração da Síria e do Iraque, mas isso não irá ocorrer, se Deus quiser”, disse.

Os comentários de Khamenei mostram o receio que segue existindo no Irã em relação aos Estados Unidos.

O acordo entre o Irã e o chamado grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha) tem por objetivo descartar qualquer ambição militar do programa nuclear iraniano, em troca da suspensão gradual das sanções impostas a Teerã desde 2006 por enriquecer urânio.

Em setembro se espera que o Congresso americano, dominado pelos Republicanos, contrários ao presidente Barack Obama, vote uma resolução contrária ao acordo nuclear.

Previsivelmente, Obama vetará a resolução. No entanto, o Congresso pode ultrapassar este veto e, portanto, destruir o acordo com Teerã, com uma maioria de dois terços tanto no Senado quanto na Câmara de Representantes.

No Irã, enquanto isso, há um debate sobre se é necessário que o Parlamento vote o acordo.

Uma maioria de deputados, 201 de 290, pediu que o acordo seja submetido a voto em forma de lei, para ficar definitivamente aprovado.

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