Libaneses ocupam ministério por causa de crise do lixo

Segundo a imprensa libanesa, cerca de 40 ativistas estão sentados no chão do edifício cantando "fora, fora" para ministro do meio ambiente

Beirute – Um grupo de ativistas do movimento “Você fede”, que organiza as manifestações relacionadas à atual crise do lixo no Líbano, entrou nesta terça-feira à força no Ministério do Meio Ambiente, para pedir a saída do titular da pasta, Mohammed Mashnuk.

Segundo a imprensa libanesa, cerca de 40 ativistas estão sentados no chão do edifício cantando “fora, fora” para Mashnuk, que está dentro do Ministério, situado no centro de Beirute.

As forças de segurança controlam a entrada ao prédio e tentam, em vão, convencer os ativistas a se retirarem. No entanto, os manifestantes afirmaram que permanecerão ali até a renúncia do ministro.

A crise do lixo, que começou em 17 de julho com o fechamento do lixão de Naame e o fim do contrato da empresa que fazia a coleta dos resíduos, levou os libaneses a se rebelarem contra as condições de vida a que estão submetidos.

Os manifestantes acusam as autoridades, que qualificam de “corruptas”, de serem responsáveis pela situação.

Alguns dos protestos dos últimos dias, que reuniram milhares de pessoas, terminaram em enfrentamentos com a polícia, e deixaram centenas de pessoas feridas e manifestantes detidos.

Ontem, Mashnuk anunciou sua saída do comitê ministerial formado expressamente para tratar desta crise devido ao “fracasso das forças políticas em encontrar outros lugares para instalar lixões”.

No sábado, durante uma grande manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas, os organizadores do protesto deram um prazo até hoje ao governo para responder as suas reivindicações, que vão desde o fim da crise do lixo à eleição de um presidente.

O Líbano está sem presidente desde 25 de maio de 2014, devido as desavenças entre os grupos parlamentares para escolher do sucessor de Michel Suleiman.

Além disso, a Assembleia Legislativa está paralisada desde novembro, após a prorrogação de seu mandato em consequência do fracasso da elaboração de uma lei eleitoral.

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