Lobistas de Trump; Protestos continuam…

O gabinete de Trump

O presidente americano eleito, Donald Trump, anunciou que seu vice, Mike Pence, substituirá o governador de Nova Jersey, Chris Christie, como líder do processo de transição no governo. A decisão acontece uma semana após aliados de Christie serem condenados por fraudes na ponte George Washington, em 2013. Mas Christie continua servindo como vice-líder da equipe, ao lado de nomes como o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani – é esperado que os dois recebam cargos de alto escalão no governo.

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Lobistas

Em seus discursos de campanha, Trump jurou combater a classe política tradicional e os interesses privilegiados, mas alguns nomes anunciados para sua equipe de transição causaram polêmica por serem conhecidos lobistas. O responsável por escolher os membros do comitê de comunicação federal, por exemplo, é Jeffrey Eisenach, ex-consultor da empresa de telecomunicações Verizon e de outras companhias do ramo. Outro exemplo é Michael Catanzaro, que presta consultoria para empresas de energia e será responsável justamente por esse setor no processo de transição da equipe de Trump.

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Protestos continuam

Trump também usou seu perfil no Twitter para questionar os manifestantes que estão protestando contra sua vitória. Para o republicano, eles não são apenas “manifestantes profissionais”, mas também “guiados pela mídia”. Protestos foram registrados em dezenas de cidades desde a confirmação do resultado das eleições, e mais de 10.000 pessoas confirmaram presença em uma manifestação em frente à Trump Tower marcada para o sábado 12.

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Vitória de Hillary?

Embora Trump tenha assegurado a vitória nas eleições americanas com 290 votos no colégio eleitoral — ante 232 de Hillary Clinton —, a candidata democrata ganhou um prêmio de consolação: após dias de apuração, os votos terminaram de ser contados nesta sexta-feira e a democrata obteve quase 400.000 votos a mais. A ex-secretária de Estado fechou as eleições com 47,7% do eleitorado, ante 47,4% de Trump. A última vez que isso aconteceu foi no ano 2000, quando o democrata Al Gore venceu o republicano George W. Bush no total de votos, mas perdeu no Colégio Eleitoral.

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Dia do Veterano

O presidente Barack Obama participou das comemorações do Dia do Veterano, data que homenageia os soldados americanos. Além de falar sobre as Forças Armadas como sendo “a instituição mais diversa e singular do país”, Obama aproveitou o espaço para reforçar a mensagem de unidade que tem se esforçado para passar desde a derrota democrata na quarta-feira. “Podemos mostrar quanto amamos nosso país amando nossos vizinhos como a nós mesmos”, disse, sem citar o nome de Trump.

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UE: dias sombrios para o comércio

A eleição de Trump será responsável por “congelar” as negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos, na visão de Cecilia Malmstrom, comissária para assuntos comerciais da UE. “Acho que devemos ser realistas: não vejo o recomeço de nenhuma negociação sobre o TTIP por um longo tempo”, disse, após uma reunião com ministros do Comércio dos países da União Europeia. O Tratado Transatlântico de Parcerias e Investimentos (TTIP) é um acordo comercial de tarifas preferenciais que contaria com a participação dos europeus, ao contrário do TPP, outro acordo similar feito com 12 países asiáticos e americanos e que também é muito criticado por Trump.

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Tolerância zero

Após impedir a posse de dois deputados pró-independência em Hong Kong na segunda-feira 7, o governo chinês se pronunciou dizendo que “de forma nenhuma” vai permitir algum tipo de movimento separatista em seu território. “Preservar nossa soberania nacional e integridade territorial, nunca permitir que nosso país seja dividido novamente e nunca permitir que a história se repita — estas são nossas promessas solenes”, afirmou o presidente do país, Xi Jinping. A proibição na posse dos legisladores em Hong Kong é a intervenção chinesa mais direta desde que o território foi devolvido pelo Reino Unido em 1997.

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Taleban ataca alemães

O grupo terrorista Taleban atacou o consulado da Alemanha em Mazar-i-Sharif, no Afeganistão. A explosão foi efetuada por um caminhão-bomba e deixou pelo menos seis mortos e 128 feridos — nenhum deles de origem alemã. Um suspeito foi preso, mas ainda não há informações sobre sua identidade. O presidente afegão, Ashraf Ghani, classificou o ocorrido como “crime contra a humanidade”. Em Berlim, a diplomacia alemã convocou uma reunião de crise. Segundo o Taleban, o ataque ocorreu em represália a uma ofensiva dos Estados Unidos que matou pelo menos 32 civis no Afeganistão no dia 3 de novembro.

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