Maduro decreta estado de exceção e emergência econômica

O presidente da Venezuela assinou decreto de "estado de exceção e emergência econômica" para ter o "poder suficiente" para enfrentar o suposto golpe de Estado

Caracas – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou nesta sexta-feira um decreto de “estado de exceção e emergência econômica” para ter o “poder suficiente” para enfrentar o suposto golpe de Estado promovido pela oposição, apesar de não ter detalhado o conteúdo da nova medida.

Além disso, Maduro denunciou a realização hoje de uma reunião de “conspiração contra a Venezuela” em Washington, na qual o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe teria pedido uma intervenção no país.

“Decidi aprovar um novo decreto de estado de exceção e emergência econômica que me dê o poder suficiente para derrubar o golpe de Estado, a guerra econômica, para estabilizar socialmente nosso país e enfrentar todas as ameaças internacionais e nacionais que há contra nossa pátria nesse momento”, disse o líder.

Maduro fez o anúncio durante uma reunião ministerial no palácio de Miraflores, transmitida em rede nacional de rádio e televisão.

“Neste novo decreto se inclui o enfrentamento às ameaças externas. Já tomamos decisões e medidas neste sentido. A Venezuela está sendo neste momento ameaçada internacionalmente. Hoje, em Washington, houve uma reunião de conspiração contra a Venezuela”, afirmou o presidente do país.

Na suposta reunião, Uribe teria “solicitado a intervenção na Venezuela por exércitos estrangeiros”, completou Maduro.

“Estão ativando medidas em Washington, pedidas e promovidas por setores da direita fascista venezuelana, empolgadas pelo golpe de Estado no Brasil”, destacou.

“Esse decreto de estado de exceção e de emergência econômica inclui as medidas necessárias para garantir a soberania em qualquer palco que essa gente pretenda nos agredir, seja político, militar, ou diplomaticamente desde o exterior”.

O presidente anunciou que estava analisando desde ontem “algumas ideias para fechar a passagem para o golpismo, a violência e o fascismo” e pediu o apoio de todo o país e da Força Armada Nacional Bolivariana. 

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