Merkel pede por avanço europeu ao lidar com crise migratória

A Alemanha é um dos destinos favoritos entre os refugiados que fogem de zonas de guerra

Berlim – A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quarta-feira que a Europa precisa entrar em um acordo sobre uma distribuição justa do fardo criado pelo influxo de refugiados do Oriente Médio e norte da África.

“É inaceitável que a Europa – que mostra solidariedade em muitas áreas, e tem a aspiração de dizer a cada país no mundo como respeitar os direitos humanos – não faça justiça a suas obrigações nesses momentos de dificuldade”, disse Merkel durante um discurso televisionado.

A Alemanha – em conjunto com a Suécia – é um dos destinos favoritos entre os refugiados que fogem de zonas de guerra ou procuram melhores condições de vida no continente.

Mais de 10 mil chegam ao país diariamente desde as últimas semanas. Muitos chegam através de rotas que cortam a Turquia, Grécia e os Bálcãs. Os alemães esperam entre 800 mil e 1 milhão de refugiados em busca de asilo neste ano.

Em seu discurso, Merkel defendeu sua política de portas abertas para refugiados criticados pelo seu próprio partido. “Aqueles que procuram proteção contra perseguição terão proteção contra perseguição”, disse.

A líder alemã também afirmou que seu país se beneficiou da globalização por anos, com as companhias do país investindo em economias emergentes, construindo fábricas e criando empregos, que, em troca, tem sido boas para o emprego na Alemanha.

“Agora, pessoas de regiões completamente diferentes estão vindo a nós. A globalização está entrando em nossas casas”, disse. “Agora, nós precisamos aprender a como lidar com isso… Há esperança na Alemanha de que os refugiados possam conseguir um emprego. Eles sabem que serão bem tratados”.

Mais cedo, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, convidou líderes de 10 países que partilham as principais rotas imigratórias na União Europeia para uma reunião em Bruxelas no domingo, a fim de discutir a crise.

A Europa está recebendo a maior onda de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. O encontro também vai incluir a participação dos líderes da Sérvia e da Macedônia, que não fazem parte do bloco.

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