Moçambique é declarado livre de minas antipessoas

O governo moçambicano concluiu o Plano Nacional de Ação contra as Minas com o qual conseguiu desenterrar e destruir 171 mil artefatos

Nairóbi – Moçambique foi declarado país livre de minas antipessoas, explosivos que foram enterrados durante a guerra de independência contra Portugal, que terminou em 1975, e o posterior conflito civil que assolou o país durante 16 anos.

O governo moçambicano concluiu o Plano Nacional de Ação contra as Minas com o qual conseguiu desenterrar e destruir 171 mil artefatos, entre eles centenas de minas antitanque, informam nesta sexta-feira a imprensa local.

Para a Coordenadora da ONU em Moçambique, Bettina Misa, trata-se de uma “conquista monumental”, porque há duas décadas “muitos estimaram que demoraria de 50 a 100 anos a desminagem em Moçambique”, já que seu problema era comparável ao de outros países fortemente afetados como o Afeganistão, Iraque, Vietnã, Croácia e Bósnia.

As operações de desminagem, que começaram em 1992 no marco do Acordo de Paz assinado em Roma, supuseram a “libertação” de 55 milhões de metros quadrados de terreno que permaneciam bloqueados ao desenvolvimento de atividades sociais e econômicas.

O custo total do plano chegou a US$ 220 milhões financiados, em seu maior parte, pelo governo.

Moçambique se comprometeu na convenção de Ottawa em 1998 a deixar de utilizar minas e a retirá-las em um prazo de 10 anos.

Em 1999, foi criado o Instituto Nacional de Desminagem com o qual o governo assumiu esta responsabilidade, retirando entre 2002 e 2006 mais de 127 mil minas e 102 mil dispositivos não explosivos, como armas ou munição.

O governo moçambicano pediu em 2008 uma prorrogação até 2014, o que permitiu completar o plano e ser declarado país livre de minas.

A maior parte das minas foram colocadas pelos diferentes exércitos para proteger posições militares, estradas, pontes, represas hidrelétricas, linhas de alta tensão e povoações.

Moçambique foi um dos cinco países mais minados do mundo junto à Somália, Camboja, Angola e Bósnia-Herzegovina.

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