Morales diz não se importar com rejeição de reeleição

"Já fizemos história", disse

La Paz – O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta quinta-feira que não está preocupado com uma possível rejeição à modificação da Constituição no referendo do próximo dia 21 de fevereiro, para permitir-lhe uma nova reeleição em 2019, porque já fez história.

Morales falou do assunto em entrevista coletiva na cidade de Santa Cruz, onde relatou que ontem à noite achou o vice-presidente do país, Álvaro García Linera, um pouco “amargurado, preocupado”.

“Não pensei que ele estaria preocupado. Eu lhe disse ‘estamos bem, não há porque ficar preocupado, amargurado. Deveria estar feliz, contente. Mesmo que não aprovem finalmente nossa reeleição, não importa, fizemos história graças ao povo boliviano”, afirmou.

Segundo uma pesquisa divulgada no início deste mês em quatro jornais do país, 53% dos bolivianos rejeita uma nova reeleição do presidente Evo Morales e 54% não aceita que se mude a Constituição para permitir-lhe outra candidatura em 2019.

Anteriormente, na mesma coletiva, o governante havia destacado que durante sua gestão, que no próximo dia 22 de janeiro completará 10 anos contínuos, a Bolívia passou de ser “um país mendigo” a ser a segunda nação da América em crescimento econômico e, além disso, é uma referência em políticas sociais.

O líder e os movimentos sociais aliados estão em campanha para pedir a aprovação na consulta popular argumentando que têm uma “agenda patriótica” para o desenvolvimento da Bolívia com metas até 2025, com um programa de investimentos multimilionários em infraestruturas.

Os bolivianos estão convocados a votar em 21 de fevereiro sobre a modificação de um artigo da Constituição para habilitar Morales e García Linera para serem candidatos nos pleitos de 2019, na busca de um quarto mandato para o período 2020-2025.

Ambos governam desde 2006 e querem buscar seu quarto mandato consecutivo, embora, por uma decisão do Tribunal Constitucional, o novo período seria considerado o terceiro.

O argumento do tribunal e de Morales é que o primeiro período (2006-2010) não conta porque foi prévio à refundação da Bolívia como Estado Plurinacional em 2009. 

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