Não há lugares nos albergues, diz Holanda aos refugiados

Em carta dirigida aos refugiados amparados no país, governo holandês diz não ter "lugar suficiente nos centros de recepção regulares"

Bruxelas – O governo holandês enviou nesta terça-feira uma carta aos refugiados amparados no país na qual informa que a “Holanda não tem lugar suficiente nos centros de recepção regulares”, assim como sobre as dificuldades legais e materiais que podem enfrentar no futuro.

Na carta, assinada pelo secretário de Estado holandês de Imigração, Klaas Dijkhoff, está explicado “o que podem esperar” e por que estão recebendo “uma recepção austera”.

A circular foi enviada em nove idiomas aos refugiados hospedados nos centros do país “para resolver dúvidas frequentes”, informou o Ministério de Imigração à Agência Efe.

“É impossível confirmar ao senhor se será outorgada uma permissão de residência com a qual possa permanecer temporariamente na Holanda e sua solicitação demorará meio ano a ser processada”, segundo a carta.

Caso a resolução seja negativa, acrescenta, “o senhor terá que abandonar a Holanda imediatamente, em algo que não podemos ajudá-lo”.

A circular avisa que, até no suposto que a resolução seja positiva, “não há casas para todos, por isso que é possível que o senhor tenha que ficar no centro de refugiados”.

Isto pode representar viver durante meses em uma casa pré-fabricada ou em um edifício de escritórios junto com mais pessoas, indica o governo holandês aos refugiados.

A Holanda diz que, por carecer de permissão de residência, “o senhor não poderá realizar a solicitação para trazer outros membros de sua família” e também não garante aos refugiados que isto possa ser feito no futuro.

O secretário de Estado de Imigração garantiu em declarações aos meios de comunicação holandeses que o objetivo da nota é dar resposta às perguntas que surgem entre os refugiados.

“Frequentemente nos dirigem as mesmas questões, portanto estamos tentando oferecr a informação que demandam”, manifestou.

Cerca de 25 mil refugiados chegaram à Holanda desde princípios de 2015, a maioria da Síria e, em menor medida, cidadãos da Eritreia, Iraque e Afeganistão. 

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