O que dizem líderes mundiais sobre a ação militar na Turquia

Líderes de todo o mundo estão se pronunciando sobre a instabilidade na Turquia, causada por uma ação militar contra o governo

São Paulo – Líderes de todo o mundo estão se pronunciando sobre a instabilidade política na Turquia, causada por uma ação militar contra o governo.

Enquanto o exército afirma que está no controle do país, o primeiro-ministro, Binali Yildirim, diz que o governo permanece em sua função, ao mesmo tempo em que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, se pronunciou de um local desconhecido pedindo ao povo que resista ao que chamou de “golpe”.

A Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está sendo informado dos fatos. Obama disse também que todos os partidos turcos “devem apoiar o governo democraticamente eleito”, segundo a agência Efe.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse esperar que haja “paz, estabilidade e continuidade na Turquia”.

A Rússia também se pronunciou. O porta-voz do governo, Dmitry Peskov, disse que o presidente Vladimir Putin está sendo atualizado da situação e que o país está seriamente preocupado, de acordo com a Reuters. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, pediu para que “qualquer confronto sangrento” seja evitado, além de afirmar que “os problemas da Turquia devem ser resolvidos dentro do respeito pela Constituição”, segundo Agence France-Presse (AFP).

O pedido foi corroborado também pela União Europeia: “peço moderação e respeito às instituições democráticas”, disse Federica Mogherini, a alta representante da instituição para Política Externa.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também falou a respeito da tentativa de golpe. Segundo o secretário-geral Ban Ki-moon, a interferência militar nos assuntos de qualquer Estado é “inaceitável”.

“Será crucial respeitar o regime civil e a ordem constitucional de uma forma rápida e pacífica, de acordo com os princípios da democracia”, completou.

Vizinhos da Turquia

A AFP informa que o primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borisov, ordenou o reforço da segurança na fronteira com a Turquia. Os países compartilham 259 quilômetros de fronteira, a maior parte composta por florestas e campos.

Na Síria, centenas de pessoas saíram às ruas de Damasco para celebrar a ação militar turca, segundo a Reuters. Erdogan é um dos principais adversários regionais do presidente sírio Bashar al-Assad

O governo de Assad tem acusado a Turquia de alimentar o conflito sírio ao apoiar insurgentes islâmicos e permitir que jihadistas cruzem a fronteira entre os países.

Brasil

O governo afirma que acompanha com atenção os acontecimentos e recomendou aos brasileiros que estejam na Turquia a não saírem às ruas. Por meio das redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores também pediu para que esses cidadãos entrem em contato com seus familiares.

A pasta informa ainda que a embaixada em Ancara e o Consulado em Istambul funcionam em esquema de plantão para auxiliar os brasileiros.

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