O que Thatcher diria? Mulheres passam a comandar Reino Unido

Depois que os homens da política conduziram o Reino Unido ao Brexit, as mulheres estão entrando em cena para arrumar a confusão

Depois que os homens da política conduziram o Reino Unido ao Brexit, as mulheres estão entrando em cena para arrumar a confusão.

Suas soluções são diferentes; suas ambições não. Theresa May está se preparando para se tornar a segunda primeira-ministra da história do país e prometeu tirar o Reino Unido da União Europeia.

Na Escócia, onde os três maiores partidos são liderados por mulheres, a primeira-ministra Nicola Sturgeon será um dos personagens mais importantes em qualquer acordo relativo ao Brexit porque ela ameaça realizar um referendo sobre a independência.

E um dos líderes da assembleia da Irlanda do Norte é uma mulher.

Não é por acaso, afirmam as mulheres que fizeram uma campanha bem-sucedida para aumentar a participação feminina no Parlamento — de apenas 9 por cento em 1992 para o recorde de 29,4 por cento na eleição do ano passado.

May vai negociar como o Reino Unido sairá da UE com a chanceler alemã Angela Merkel, entre outros líderes europeus, e depois de novembro poderia manter a aliança do Atlântico com Hillary Clinton, se ela chegar à presidência.

“Estamos colhendo os frutos de anos de trabalho pesado e temos muita sorte de contar com as mulheres certas no lugar certo na hora certa”, disse Anne Jenkin, membro da Câmara dos Lordes que, junto com May, fundou o Women2Win, um grupo do Partido Conservador que fez campanha para que mais mulheres sejam eleitas para o Parlamento.

Quanto à saída dos homens que comandaram o Brexit, que colocou May na primeira posição: “Não foi planejado — foi simplesmente a testosterona que fez com que eles explodissem”.

O primeiro-ministro David Cameron deixará o número 10 da Downing Street nesta quarta-feira, quase três semanas depois de ter perdido o referendo que ele mesmo convocou sobre a participação na UE.

As pretensões de Boris Johnson, ex-prefeito de Londres, de se tornar primeiro-ministro foram bombardeadas por Michael Gove, rival defensor da saída, que anunciou sua própria candidatura para dirigir o Partido Conservador, que governa o país. Ele perdeu em uma votação entre parlamentares do partido.

Apesar da vitória de May e da campanha para que mais mulheres sejam eleitas na política, quase 26 anos após Margaret Thatcher ter renunciado ao cargo de primeira-ministra as mulheres totalizam apenas 21 por cento dos parlamentares do Partido Conservador.

No Partido Trabalhista, de oposição, o total é de 43 por cento, em parte porque esse partido só apresentou candidatas em algumas regiões eleitorais.

“Os eleitores estão desanimados com certa panelinha masculina tradicional na política e querem líderes de verdade”, disse Rosie Campbell, professora de política da Birkbeck University of London.

“Houve uma briga entre os meninos que deixou a porta aberta para que May, de fora, entrasse. Ela não fazia parte da panelinha”.

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