Obama anuncia medidas para reduzir violência com armas

O presidente americano ressaltou que o país viveu "muitos tiroteios" nos últimos anos e que isso não ocorre em outros países desenvolvidos

Washington – O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira novas medidas destinadas a reduzir a violência armada no país, usando sua autoridade para expandir o controle de antecedentes criminais e reforçar a aplicação da legislação de armas de fogo.

A principal medida anunciada hoje na Casa Branca visa generalizar a obrigatoriedade de uma estrita revisão dos antecedentes criminais e do estado psiquiátrico de qualquer indivíduo que queira comprar uma arma de fogo.

Segundo autoridades do governo, as ações executivas são consistentes com os estatutos existentes e esclarecem como as leis já sancionadas serão aplicadas.

A administração de Obama também quer definir mais claramente quem pode ser considerado um vendedor legal de armamento, impondo uma licença às vendas de armas pela Internet e por outros meios.

De acordo com os assessores de Obama, as medidas terão foco na regulamentação da venda de armas e na redução de vendas ilegais.

O pacote de iniciativas é de âmbito limitado e está muito aquém da ampla reformulação das leis de armas de fogo que os defensores do controle de armas têm buscado.

“Esta não é uma conspiração para tirar as armas de todos”, disse Obama durante um discurso na Casa Branca.

As ações não impedirão toda a violência armada ou negam a necessidade de ação do Congresso sobre a questão, disse o presidente, mas elas podem salvar vidas.

“Talvez possamos tentar parar um ato de maldade, um ato de violência”, disse Obama. “Nós não podemos salvar todo mundo, mas poderíamos salvar alguns”, acrescentou.

Obama criticou ainda a política partidária envolvendo este debate, dizendo que o lobby das armas pode até manter o Congresso refém, “mas não consegue manter a América como refém”.

O governo prevê ainda a contratação de mais 200 funcionários para a Agência Federal de Drogas, Tabaco e Armas e uma verba de US$ 500 milhões para o tratamento de pessoas com problemas psiquiátricos. 

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