Obama parte para visita à Louisiana após inundações

O desastre trouxe de volta memórias dolorosas do furacão Katrina, que há 11 anos inundou a região metropolitana de Nova Orleans, na Louisiana

O presidente Barack Obama, recém-chegado de suas férias, dirigia-se nesta terça-feira à Louisiana, onde espera silenciar as críticas por não ter ido antes apoiar a população daquele estado sulista, afetado por inundações históricas.

Quando, em meados de agosto, chuvas torrenciais se abateram sobre a Louisiana, deixando em poucas horas ao menos 13 mortos e incalculáveis danos materiais, Obama se encontrava no balneário de Martha’s Vineyard (nordeste) para passar duas semanas de férias com a família.

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, não perdeu a oportunidade. “Francamente, Obama deveria deixar o campo de golfe e vir aqui”.

Mas o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, defendeu na segunda-feira a resposta da presidência como “eficaz” e se irritou quando perguntado se a visita de Obama foi motivada por Trump. “Claro que não”, respondeu.

“O presidente tem estado focado na resposta em terra e nas pessoas da Louisiana cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo por este terrível evento de inundações”, acrescentou Earnest.

A Agência Federal de Gestão de Emergências informou que houve até 79 centímetros de chuvas em algumas partes do estado, cujo ponto mais alto se situa apenas 165 metros acima do nível do mar.

Pelo menos 13 pessoas morreram e 86.000 se inscreveram para receber assistência de emergência do governo dos Estados Unidos em consequência das inundações.

O desastre trouxe de volta memórias dolorosas do furacão Katrina, que há 11 anos inundou a região metropolitana de Nova Orleans, na Louisiana, e deixou mais de 1.800 mortos em todo o país.

Na ocasião, o governo federal foi criticado por sua resposta lenta. Imagens do então presidente, George W. Bush, olhando pela janela do Air Force One enquanto sobrevoava New Orleans se tornaram emblemáticas do distanciamento do governo observado durante a crise.

Para as enchentes deste mês, a Guarda Nacional foi mobilizada e o governo federal tem mostrado que está fazendo todo o possível para acelerar a recuperação.

Obama declarou 20 das 64 paróquias da Louisiana (equivalentes aos condados nos demais estados) áreas de grande desastre, agilizando a chegada de assistência federal.

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