Obama promete US$ 90 milhões a Laos para sair da guerra

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas ou feridas desde o fim da guerra do Vietnã, disse Obama

Vientiane, Laos – O presidente Barack Obama prestou homenagem nesta quarta-feira aos sobreviventes mutilados por cerca de 80 milhões de bombas não detonadas que os EUA lançaram em Laos décadas atrás e se comprometeu a ajudar a eliminá-las.

Visitando um centro de reabilitação em Vientiane, Obama disse que os EUA tinham uma “profunda obrigação moral e humanitária” em trabalhar para prevenir mais derramamento de sangue a partir dos restos do bombardeio norte-americano.

Ele defendeu o movimento de sua administração de dobrar a despesa em limpeza de munições para cerca de US$ 90 milhões em três anos.

“Nas últimas quatro décadas, laosianos continuaram a viver sob a sombra da guerra”, disse Obama. “A guerra não terminou quando as bombas pararam de cair.”

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas ou feridas desde o fim da guerra do Vietnã, disse Obama, depois de ver uma mostra com pequenos pedaços de granadas e fotos de crianças sem o pé.

Ele salientou que aquela não era “apenas estatísticas”, mas lembranças do pesado tributo infligido pela guerra.

Meio século atrás, os EUA tornaram Laos o país mais fortemente bombardeado da história, ao lançar 2 milhões de toneladas de munições em nove anos de guerra do Vietnã.

Primeiro presidente norte-americano a visitar o país durante o exercício do mandato, Obama lamentou que muitos americanos continuam a ignorar “o legado doloroso” que deixaram para trás.

Os US$ 90 milhões são um montante relativamente pequeno para os EUA mas um investimento significativo para um pequeno país em uma das regiões mais pobres do mundo. A quantia se segue aos US$ 100 milhões que os EUA se comprometeram a dar nos últimos 20 anos.

Obama continua sua histórica visita ao Laos com uma viagem à cidade de Luang Prabang. Localizada no norte de Laos, a cidade está na lista de Patrimônio Mundial da Unesco.

O presidente dos EUA planeja conhecer um templo budista antes de abrir uma conversação com jovens do sudeste asiático na universidade local.

Fonte: Associated Press

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