Obama sugere que campanha russa na Síria é sinal de fraqueza

Obama afirmou que Putin está desafiando a liderança americana no Oriente Médio com seus ataques aéreos sobre a Síria

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sugeriu que os ataques aéreos da Rússia sobre a Síria são um sinal da crescente fraqueza do presidente russo, Vladimir Putin, em entrevista à emissora “CBS” que teve um trecho antecipado nesta sexta-feira.

Obama afirmou que Putin está desafiando a liderança americana no Oriente Médio com seus ataques aéreos sobre a Síria, e os descreveu como uma tentativa de proteger a todo custo o regime de Bashar al Assad após quatro anos de guerra civil.

“Quando eu cheguei ao poder, a Síria era o único aliado da Rússia na região”, afirmou Obama na entrevista, que será exibida domingo.

“E hoje, em vez de poder contar com seu apoio e manter a base que tinham na Síria, que tiveram durante muito tempo, o senhor Putin está dedicando suas próprias tropas, seu próprio exército, simplesmente a manter de pé, pendurando por um fio, seu único aliado”, acrescentou.

Quando o jornalista afirmou que a Rússia está “desafiando a liderança americana e bombardeando as pessoas que (os EUA) estão apoiando”, Obama respondeu com um “e isso é liderança?”.

“Se pensa que afundar sua economia profundamente e ter de enviar tropas (à Síria) para poder apoiar seu único aliado é liderança, então temos uma definição diferente de liderança”, acrescentou.

Os Estados Unidos calculam que mais de 90% dos ataques aéreos lançados pela Rússia na Síria desde a semana passada não foram dirigidos contra o Estado Islâmico (EI) nem contra grupos filiados à Al Qaeda, mas contra opositores de Assad, assegurou esta semana o Departamento de Estado.

Essa situação gerou críticas a Obama, como a do senador republicano John McCain, que afirmou recentemente que os Estados Unidos estão agora “comprometidos em uma guerra de poder com a Rússia na Síria, resultado de uma abdicação de liderança americana pela Casa Branca”.

Enquanto isso, a Rússia reiterou várias vezes que seus ataques se dirigem exclusivamente contra organizações terroristas, embora também reconheceu que o EI não é seu único alvo, pois há outros grupos jihadistas que atuam no país árabe.

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