OEA pressiona para países reiniciarem questão das Malvinas

O organismo reafirmou a necessidade de os governos da Argentina e o Reino Unido "retomarem, o mais rápido possível, as negociações sobre a disputa de soberania"

Santo Domingo – A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quarta-feira uma declaração na qual insiste para que as negociações entre Argentina e Reino Unido pela questão das Malvinas sejam reiniciadas “o mais rápido possível”.

Em declaração sobre o tema aprovada na segunda e última sessão da 46ª Assembleia Geral da OEA, o organismo reafirmou a necessidade de os governos de ambos os países “retomarem, o mais rápido possível, as negociações sobre a disputa de soberania, com o objetivo de encontrar uma solução pacífica para esta prolongada controvérsia”.

A OEA expressou satisfação pela “reafirmação argentina de continuar explorando todas as vias possíveis para a solução pacífica da controvérsia e por sua atitude construtiva a favor dos habitantes das Ilhas Malvinas”.

Nesse sentido, a organização decidiu continuar a examinar a questão das Malvinas nos próximos períodos de sessões da Assembleia Geral, “até sua solução definitiva”.

Antes da aprovação dessa declaração, a chanceler argentina, Susana Malcorra, reiterou a solicitação de seu país para que os Estados-membros da OEA continuem a apoiar o pedido de reatamento das negociações com o Reino Unido sobre a questão. Uma controvérsia que, segundo a diplomata, “afeta todo o hemisfério sul”.

“Meu país (Argentina) expressou reiteradamente sua posição para dialogar com o Reino Unido sobre todos os temas relacionados com as Malvinas levando em conta os interesses dos habitantes da ilha e respeitando seus modos de vida”, afirmou Malcorra ao discursar no último dia da Assembleia Geral.

Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pela soberania das Malvinas que teve início em 2 de abril de 1982, com o desembarque de tropas argentinas no arquipélago, e terminou em junho desse ano com sua rendição perante as forças enviadas pelo Reino Unido.

O conflito bélico matou 255 britânicos, três nativos das Malvinas e 649 argentinos.

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