OMM investiga se houve temperatura recorde no Oriente Médio

A organização estabelecerá um comitê de especialistas para determinar se é correta a medição de 54 graus centígrados registrados na semana passada em Mitrabah

Genebra – A Organização Mundial da Meteorologia (OMM) alertou nesta terça-feira sobre as ondas de calor registradas nos últimos dias no mundo e advertiu que pode ter ocorrido um novo recorde de temperatura no Oriente Médio.

A OMM é a encarregada de registrar e autenticar os registros de temperaturas e, em breve, estabelecerá um comitê de especialistas para determinar se é correta a medição de 54 graus centígrados registrados na semana passada em Mitrabah, Kuwait.

“Se fosse assim, seria o máximo registrado no Hemisfério Oriental e na Ásia”, disse em entrevista coletiva Omar Baddour, especialista da OMM.

Segundo os registros oficiais, a temperatura mais alta registrada, 56,7 graus centígrados, aconteceu em 1913 no vale da Morte dos Estados Unidos.

A investigação sobre a temperatura do Kuwait será realizada por meteorologistas e climatologistas e levará em conta os instrumentos usados, a qualidade da observação, e o microclima do lugar, entre outros aspectos.

O pico do Kuwait inscreve-se em uma onda de calor que foi sentida em todo Oriente Médio na semana passada e a cidade de Basra, no Iraque, registrou 53,9 graus centígrados.

Paralelamente, os Estados Unidos também vivem uma onda de calor com temperaturas de entre 35 e 38 graus, mas com sensação térmica em muitos lugares de até 46 graus.

“Um fator importante e preocupante nos Estados Unidos é que as temperaturas não caem à noite, com o risco de que isso ajuda para pessoas vulneráveis como crianças ou idosos”, disse Claire Nullis, porta-voz da OMM.

A porta-voz lembrou que os relatórios do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC) advertem que as ondas de calor serão mais frequentes e intensas no mundo, e que muitas delas estão causadas ou acentuadas pelo aquecimento global, provocado pelos humanos.

Nullis também lembrou que os primeiros seis meses do ano foram os mais calorosos dos quais se têm registros e que “o mundo está no caminho para que 2016 se transforme no ano mais quente registrado”. 

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