ONU condena ataque ao mausoléu de José e faz alerta

"Este incidente representa um episódio especialmente preocupante dada sua dimensão religiosa", disse o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos

Nações Unidas – A ONU condenou nesta sexta-feira o ataque realizado por um grupo de palestinos contra o mausoléu de José, em Nablus, e avisou das graves consequências de transformar o conflito palestino-israelense em uma crise religiosa.

“Este incidente representa um episódio especialmente preocupante dada sua dimensão religiosa”, disse perante o Conselho de Segurança o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun.

Em nome das Nações Unidas, o diplomata pediu que todas as partes protejam os lugares sagrados e rejeitem os “extremistas que perseguem uma agenda política” tentando transformar um conflito nacional em um religioso.

“Se têm êxito nestas tentativas as consequências podem ser catastróficas para israelenses e palestinos, com sérias repercussões na região”, assinalou Zerihoun.

A ONU reagiu desta forma ao ataque contra o mausoléu de José, que um grupo de palestinos incendiou durante a madrugada no norte do território palestino ocupado da Cisjordânia.

O lugar é venerado há séculos por cristãos, judeus e muçulmanos.

Zerihoun, que condenou o atentado em nome do secretário-geral, Ban Ki-moon, elogiou as críticas expressadas contra o ataque pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o anúncio de uma investigação.

A ONU lembrou que este incidente acontece após semanas de violência no terreno que criou uma situação “extremamente preocupante”.

Zerihoun insistiu que a atual crise não se pode ser resolvida através de medidas de segurança e considerou que a ocupação israelense e as cada vez menores perspectivas de um Estado palestino contribuíram para a situação.

“Transformaram o enfado palestino em pura raiva”, comentou, ressaltando que para isso também contribuem a crise econômica na Palestina, as poucas perspectivas de futuro para os jovens e a continuidade da política israelense de assentamentos.

O representante da ONU se expressou assim ao início de uma reunião de urgência convocada pelo Conselho de Segurança para abordar a atual crise no Oriente Médio.

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