Oposição venezuelana acusa governo por violência eleitoral

Partido da oposição se refere a um suposto tiroteio durante um comício do deputado e candidato opositor Miguel Pizarro

A oposição venezuelana denunciou nesta segunda-feira o movimento deliberado do governo para gerar violência na campanha eleitoral para as legislativas de 6 de dezembro, após incidentes com três de seus líderes.

“O que está ocorrendo é resultado direto do discurso presidencial, que tem sido de permanente exaltação à violência”, disse em entrevista coletiva Jesús Torrealba, secretário da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Torrealba se referia a um suposto tiroteio durante um comício do deputado e candidato opositor Miguel Pizarro, no domingo passado, em Petare, um bairro popular do leste de Caracas.

Pizarro denunciou nesta segunda-feira que grupos identificados com o governo atiraram com armas longas contra sua caravana em Petare.

O secretário da MUD garantiu que não se trata de “um excesso pontual, e sim de uma linha de conduta do governo” chavista.

Este é o terceiro incidente registrado nas duas últimas semanas envolvendo dirigentes da oposição.

Consultado sobre as denúncias da oposição, Jorge Rodríguez, chefe da campanha chavista, acusou “setores da direita” de estar “provocando” fatos violentos e disse que os denunciará à Promotoria.

O ex-candidato presidencial Henrique Capriles, que denunciou um incidente similar ao de Pizarro há duas semanas, na localidade de Yare, 75 km de Caracas, disse nesta segunda-feira que os fatos em Petare são “uma ação gravíssima” para “gerar o caos e meter medo na população”.

Torrealba lembrou da recente advertência de Maduro, que disse que no caso de vitória da oposição estaria “preparado política e militarmente para enfrentá-la” nas ruas.

Os venezuelanos votarão no próximo dia 6 de dezembro para eleger 167 deputados de uma Assembleia controlada pelos chavistas há 16 anos.

Segundo várias pesquisas, a oposição lidera amplamente as intenções de voto para as legislativas, com entre 14 e 35 pontos de vantagem, mas Maduro afirma ter o apoio de 40% dos eleitores.

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