Os negócios da Índia

A Índia tenta consolidar a imagem de novo dínamo econômico mundial. Nesta segunda-feira, tem início o Global Business Summit, em Nova Déli, capital indiana. O evento, que vai até amanhã, está em sua terceira edição. O primeiro-ministro Shri Narendra Modi vai realizar seu tradicional discurso sobre o plano estratégico que está sendo traçado para a Índia e discutir com empresários e representantes de governos as oportunidades e os desafios para investimentos no país.

O mercado consumidor indiano é invejável – são 1,3 bilhão de habitantes – e a estima-se que, em cinco anos, a população supere a da China em tamanho. Em crescimento econômico, o país já superou. As previsões do FMI para 2017 mostram a Índia crescendo a 7,2% em 2016 e a 7,7% em 2017 – ante 6,5% e 6% dos chineses. É o avanço mais acelerado dentre as grandes economias. Mas, para alcançar o nível da China, ainda falta muito: enquanto o PIB per capita chinês é de 6.500 dólares, o indiano é de 1.750 dólares. O brasileiro é de 11.000 dólares per capita.

Um dos destaques do fórum é a fabricante chinesa de eletrônicos Xiaomi, que lança novos modelos de smartphone no país esta semana, junto com outras marcas como Samsung e Oppo, e logo depois de a Lenovo ter lançado o Moto G5. Na última semana, o braço indiano da telefônica britânica Vodafone anunciou uma fusão com a Idea, para se tornar a maior operadora de celular da Índia e competir com a Reliance Jio, controlada pelo homem mais rico do país, Mukesh Ambani. A nova empresa conta com 400 milhões de clientes, 35% de participação no mercado e já vale 23 bilhões de dólares.

O mercado digital na Índia é tentador – é o país com mais telefones celulares no mundo – mas o nível de desenvolvimento ainda deixa a desejar. Dos 1 bilhão de aparelhos, apenas 200 milhões são smartphones, enquanto a China tem o triplo. Cerca de 90% das transações na Índia são feitas em dinheiro, porque metade da população não tem nem conta bancária e há mais de 300 milhões de habitantes sem sequer registro junto ao governo. Com tantos consumidores, qualquer avanço pode significar bilhões em receita.

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