OSCE inicia missão para eleições no Cazaquistão

Segundo disse Frlec, a missão está em Astana "à convite do ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão"

Astana – A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) anunciou nesta quarta-feira formalmente uma missão de observadores para as eleições parlamentares antecipadas de 20 de março no Cazaquistão.

Assim anunciou em entrevista coletiva Boris Frlec, responsável por uma missão que consistirá em “um núcleo de 11 analistas em Astana e 28 observadores para o longo prazo que trabalharão em duplas distribuídas por todo o país desde 23 de fevereiro”.

Segundo disse Frlec, a missão está em Astana “à convite do ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão”.

Frlec disse que o Escritório da OSCE para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR, por sua sigla em inglês) também “pedirá que os Estados-membros da OSCE forneçam 400 observadores para o curto prazo. Eles chegarão vários dias antes da realização das eleições”.

O responsável acrescentou que a missão avaliará estas eleições em relação com os compromissos da OSCE e com outras obrigações e padrões internacionais para as eleições democráticas, assim como com a legislação nacional.

O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, anunciou as eleições antecipadas no mês passado depois que o parlamento votou para dissolver a Câmara Baixa (Majilis) dada a difícil situação que a nação centro asiática atravessa, já que foi fortemente afetada pelo desabamento dos preços do petróleo em nível mundial.

O responsável da missão da ODIHR disse que os observadores “seguirão de perto o registro dos candidatos e dos eleitores, as atividades de campanha, o trabalho da Administração nas eleições e os organismos governamentais pertinentes, a legislação relacionada com as eleições e sua aplicação efetiva e a resolução das eleições”.

Frlec disse que esta missão de observadores, a nona no Cazaquistão desde 1999, também fará um acompanhamento da cobertura midiática da campanha.

O chefe da missão afirmou que os analistas viriam com uma mentalidade livre de preconceitos.

“Os analistas da missão não têm uma opinião preconcebida. A transparência do processo eleitoral é importante para a missão. Publicaremos um relatório provisório durante o desenvolvimento do trabalho. No dia seguinte das eleições, ofereceremos uma entrevista coletiva com os resultados e as conclusões preliminares”, explicou Frlec.

O responsável da missão disse que a ODIHR publicará o relatório final cerca de oito semanas depois do fim da missão.

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