Países do G7 e do Golfo darão US$ 1,8 bilhão para refugiados

Os países vão doar para agências da ONU a fim de aliviar a crise dos refugiados causada pelo conflito na Síria

Washington – Um total de 19 países, entre eles os membros do G7, algumas nações europeias e países do Golfo Pérsico, se comprometeram nesta terça-feira a destinar US$ 1,8 bilhão em ajuda para agências da ONU para aliviar a crise dos refugiados causada pelo conflito na Síria.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e o Alto Comissário da ONU para os Refugiados (Acnur), António Guterres, anunciaram hoje o acordo, que foi alcançado em uma reunião paralela à Assembleia Geral das Nações Unidas que acontece nestes dias em Nova York.

Os US$ 1,8 bilhão deverão servir para aliviar a situação dos migrantes pelo conflito na Síria e dos campos de refugiados no Oriente Médio.

Guterres agradeceu o compromisso alcançado pelos países doadores e afirmou que as agências de ajuda humanitária da ONU “estavam quebradas financeiramente” por causa dos custos crescentes como consequência dos conflitos no Oriente Médio.

Entre os países doadores se encontram Alemanha e os outros integrantes do G7 (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Itália e Japão), além de outros países europeus e de Estados ricos do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.

A ajuda humanitária será destinada principalmente para auxiliar os trabalhos nos campos de refugiados na Turquia, no Líbano e na Jordânia.

O acordo acontece um dia depois do pedido feito na segunda-feira, durante a abertura dos debates da Assembleia Geral, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para que todos os países assumissem responsabilidades para proteger os migrantes e refugiados.

Ban pediu especificamente à Europa que “faça mais” e lembrou que, após a Segunda Guerra Mundial, eram seus cidadãos “os que buscavam a ajuda do mundo”.

O secretário-geral lembrou que Líbano, Jordânia e Turquia estão “acolhendo generosamente vários milhões de refugiados sírios e iraquianos” e que os países em desenvolvimento continuam recebendo grandes números de deslocados apesar de seus “recursos limitados”.

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