Paraguai diz que alerta pela dengue limitou expansão do zika

Os seis casos de zika foram registrados na cidade de Pedro Juan Caballero, onde uma avenida marca a fronteira com a cidade brasileira de Ponta Porã

Assunção – O alerta epidemológico declarado desde janeiro no Paraguai pelo vírus da dengue limitou a expansão do zika, país que até agora registrou apenas seis casos da doença em novembro de 2015 em um cidade que faz fronteira com o Brasil, informou nesta terça-feira à Agência Efe uma fonte oficial.

Os seis casos de zika vírus foram registrados na cidade de Pedro Juan Caballero, capital do departamento de Amambay, onde uma avenida marca a fronteira com a cidade brasileira de Ponta Porã.

Desde então, o governo paraguaio dispôs um protocolo de controle na zona e nos limites departamentos de Concepción e Alto Paraná, disse à Agência Efe Águeda Cabello, diretora de Vigilância da Saúde do Ministério da Saúde paraguaio.

Além dessas medidas, Cabello ressaltou que um dos fatores que contiveram a expansão do zika nos grandes centros urbanos do Paraguai apoia-se na declaração de alerta epidemiológico emitida em 11 de janeiro por causa da dengue, chicungunha e zika, transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti.

A declaração foi seguida de fumigações, as pessoas afetadas foram colocadas em quarentena e houve campanhas de conscientização cidadã que no caso do zika se intensificaram há duas semanas ao pedir às grávidas que tomem precauções.

Segundo a especialista, o governo está “seguindo estratégias de controle muito mais agressivas do que as que normalmente são realizadas para conter a dengue”.

De acordo com a profissional, a maioria dos seis casos de zika registrados no país sul-americano eram de adultos que trabalham na cidade brasileira de Dourado, mas que residem no Paraguai.

“Tivemos alguns casos suspeitos fora de Pedro Juan, mas até o momento todos resultaram negativos”, explicou a diretora de Vigilância da Saúde.

A diretora acrescentou que não há até o momento notificações de mulheres grávidas que tenham sido infectadas com o zika, nem casos de microcefalias, má-formação congênita relacionada com a doença.

A doutora garantiu que também não foi detectado um aumento de casos da síndrome de Guillain-Barré, um transtorno auto-imune que afeta o sistema nervoso e desemboca na paralisia progressiva dos músculos do corpo, e que os médicos também relacionam com o vírus do zika.

No entanto, e quanto às previsões de futuro, Cabello admitiu que “é muito difícil” estimar quantos casos de zika terá no Paraguai.

“Neste país já teve dengue, por isso que agora não somos uma população tão suscetível, no entanto com o zika as possibilidades de contágio são altíssimas, não temos resposta imune, é uma doença emergente”, expressou.

Cabello não descartou um cenário para o zika no Paraguai similar ao da chicungunha, que graças ao controle governamental do mosquito, das fumigações e da consciência cidadã se limitou à cidade de Assunção e seu cone urbano.

O Paraguai registrou 4.290 casos de chicungunha no ano passado e neste ano apenas seis. Enquanto no primeiro mês de 2016 já foram registrados 243 casos de dengue e há outros 14 mil suspeitos.

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