Partido Conservador proclama Theresa May como líder

A até agora ministra do Interior, de 59 anos, será designada na quarta-feira como chefe do governo britânico

Londres – O presidente do comitê 1922 da bancada conservadora no parlamento do Reino Unido, Graham Brady, proclamou formalmente nesta segunda-feira Theresa May como nova líder da legenda, no lugar do atual primeiro-ministro do país, David Cameron.

A até agora ministra do Interior, de 59 anos, será designada na quarta-feira como chefe do governo britânico, após sua única concorrente na disputa pela liderança “tory”, Andrea Leadsom, renunciar a sua candidatura.

May recebeu o apoio de 199 dos 330 deputados conservadores na segunda rodada do processo interno do partido e não precisará se submeter a uma votação entre os filiados conservadores, como estava previsto, após a desistência de Leadsom.

“Posso declarar que Theresa May foi designada como nova líder do Partido Conservador com efeito imediato”, afirmou Brady aos membros do comitê.

O líder da bancada parlamentar confirmou que Cameron apresentará sua renúncia à rainha Elizabeth II após a sessão de perguntas ao primeiro-ministro da próxima quarta-feira, e que a nova premiê deverá estar em seu posto “muito em breve” após esse ato.

May foi a ganhadora do processo para substituir Cameron, que chegou a ter cinco candidatos – dois deles acabaram eliminados após a primeira votação no grupo parlamentar.

O ex-ministro da Defesa Liam Fox ficou fora por ter sido o menos votado nessa primeira rodada, enquanto o ministro de Trabalho e Previdência, Stephen Crabb, desistiu após essa votação.

O ministro da Justiça, Michael Gove, foi eliminado na segunda votação, e Leadsom renunciou hoje a continuar como candidata após receber pressões por declarações nas quais alegava que ser mãe lhe dava vantagem para ser primeira-ministra.

Cameron anunciou sua intenção de renunciar como chefe do Partido Conservador e do governo em 24 de junho, dia seguinte ao referendo no qual os britânicos decidiram deixar a União Europeia.

A próxima primeira-ministra terá a tarefa de decidir quando invocará o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece um processo de negociação de dois anos sobre os termos da saída da UE. 

Texto atualizado às 14h17

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