Pelo menos 4.830 morreram em agosto no conflito sírio

Desses mortos, pelo menos 1.205 eram civis e, desse número, um total de 913 perderam a vida em ataques do governo sírio

Cairo – Pelo menos 4.830 pessoas morreram na Síria por bombardeios do regime ou da coalizão internacional, assassinadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ou em outros ataques e enfrentamentos, informou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Desses mortos, pelo menos 1.205 eram civis – 252 menores e 151 mulheres – e, desse número, um total de 913 perderam a vida em ataques do governo sírio, 32 em execuções do EI e 43 em bombardeios da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos.

Além disso, 55 faleceram por torturas nos centros de detenção e quartéis de segurança do regime e 162 morreram por projéteis lançados pelos jihadistas, brigadas rebeldes, milicianos curdos e do Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, acrescentou o Observatório.

Por outro lado, um total de 885 combatentes islamitas, insurgentes e milicianos curdos de nacionalidade síria perderam a vida no mesmo mês, no qual também faleceram três desertores do regime.

Entre as forças leais ao presidente Bashar al Assad, perderam a vida 778 militares e agentes de segurança, 684 milicianos, 36 membros do grupo xiita libanês Hezbollah e 64 combatentes estrangeiros, a maioria xiitas.

A ONG apontou que as baixas entre os combatentes estrangeiros da Frente al Nusra, do EI e das brigadas islamitas e outros grupos rebeldes somaram 1.165, enquanto os falecidos sem identificação foram dez.

O número total de vítimas poderia ser maior, destacou o Observatório, pois há mortes que não foram confirmadas devido à dificuldade de obter dados e ao zelo das partes combatentes sobre a informação relativa às baixas entre suas fileiras.

Em julho, o número de mortos pela guerra na Síria registrados pelo Observatório foi de 4.831 e em maio, o mês do ano com mais falecimentos, de 6.657.

Pelo menos 230 mil pessoas morreram na Síria desde o início da disputa, em março de 2011, segundo números do Observatório.

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