Pequim segue em alerta por poluição pelo 3º dia consecutivo

Pequim acordou hoje com uma camada de poluição cinza ainda mais densa do que a de ontem, fruto da umidade e da falta de vento

Pequim – Pequim segue nesta terça-feira em alerta laranja para a poluição, o segundo maior na escala que mede o problema na capital chinesa, com uma densa camada de neblina que impede ver a cidade a partir de uma certa distância.

Por volta das 14h locais (4h em Brasília), a concentração de partículas PM 2,5 (as mais prejudiciais à saúde) chegou a 634 microgramas por metros cúbicos, segundo o medidor da embaixada dos Estados Unidos na cidade, um nível ligeiramente mais baixo do que o registrado na segunda-feira, quando houve a máxima de 666 microgramas por metros cúbicos.

Esse índice é quase 27 vezes maior do que o máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – 25 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico. Por seu diâmetro, inferior a 2,5 mícrons, essas partículas têm mais facilidade de penetrar no organismo.

A sequência de grande poluição coincide com a realização da 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), em Paris, onde o presidente Xi Jiping esteve ontem representando a China.

Pequim acordou hoje com uma camada de poluição cinza ainda mais densa do que a de ontem, fruto da umidade e da falta de vento, o que dificulta a visão em toda a cidade.

O Escritório de Meteorologia de Pequim também avisou nesta manhã a manutenção do alerta laranja, o que provoca medidas de emergência, como obrigar as indústrias a reduzir ou interromper a produção, além de restrições nas obras públicas e atividades de construção.

O “Diário do Povo”, jornal oficial chinês, informou que as autoridades obrigaram 2.100 fábricas a paralisar suas atividades.

Já a agência estatal “Xinhua” explicou que inspetores de segurança apreenderam veículos de transporte que tentavam burlar a proibição em diversos pontos da cidade.

O governo local também recomendou que a população não saia de casa se não for imprescindível, especialmente crianças e idosos.

A organização ambientalista Greenpeace advertiu em comunicado do “grave perigo” que esses níveis de poluição representam para a população e criticou o sistema de alertas, considerando-o como “insuficiente” para preparar os chineses para situações como essa.

O nível de alerta laranja, no entanto, não chega ao máximo já vivido pela cidade anteriormente, quando foram registradas concentrações de PM 2,5 de 900 microgramas por metro cúbico.

Apesar disso, segundo um tweet do “Diário do Povo”, em uma região da capital o índice atingiu mais de 2.200 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico ontem.

O Ministério do Meio Ambiente da China anunciou no domingo, antes da COP21, que a China cumpriu com seus objetivos de redução da poluição nos últimos cinco anos.

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