Pesquisadores dos EUA pedem ação rápida da OMS contra o Zika

Cerca de 80 por cento das pessoas infectadas não exibem sintomas, o que torna difícil para as grávidas saberem se foram contaminadas

Chicago – Pesquisadores dos Estados Unidos pediram nesta quarta-feira à Organização Mundial de Saúde (OMS) que tome medidas rapidamente para lidar com o Zika vírus, ligado a casos de microcefalia em milhares de bebês no Brasil e que se espalha rapidamente na América Latina e no Caribe.

Cientistas da Universidade de Georgetown fizeram um apelo à diretora-geral da OMS, Margaret Chan, para levar em conta as lições aprendidas com a epidemia de Ebola e agir logo para combater o Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Especificamente, os pesquisadores solicitaram à agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que convoque uma reunião de emergência com especialistas de saúde e de doenças infecciosas para se analisar como reagir ao surto.

Só a convocação da reunião chamaria atenção para a necessidade de financiamento e pesquisa, afirmaram em um artigo de opinião publicado nesta quarta-feira no periódico da Associação Médica Americana.

O Zika vírus vem sendo ligado à microcefalia em milhares de recém-nascidos no Brasil.

Não existe vacina ou tratamento para a doença, que é prima próxima da dengue e da febre chikungunya e causa febre moderada, erupção cutânea e vermelhidão nos olhos.

Cerca de 80 por cento das pessoas infectadas não exibem sintomas, o que torna difícil para as grávidas saberem se foram contaminadas.

Até pouco tempo, o vírus era visto como uma doença pouco grave, mas as preocupações aumentaram depois da descoberta recente de um possível elo com a má formação de fetos em alguns dos países afetados e também com a síndrome Guillain-Barré, uma doença rara, mas séria, que pode provocar paralisia.

Estudos recentes que mostram como a doença está se disseminando preveem “uma propagação internacional significativa de viajantes do Brasil para o resto das Américas, Europa e Ásia”, escreveram o doutor Daniel Lucey, especialista em doenças infecciosas, e Lawrence Gostin, especialista em leis de saúde globais, no artigo.

A liderança da OMS admitiu em abril do ano passado ter cometido erros sérios na maneira como lidou com a crise do Ebola, que se concentrou principalmente em três países da África Ocidental e matou mais de 10 mil pessoas.   

Refletindo os temores com a ampliação da epidemia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu o desenvolvimento rápido de exames, vacinas e tratamentos para o vírus, que pode se espalhar pelos EUA nos meses mais quentes.

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