Polícia argentina detém 2 por ameaças por telefone a Macri

Nas ligações, "o responsável advertia que seria colocada uma bomba no domicílio do presidente Mauricio Macri"

Buenos Aires – A polícia da Argentina deteve duas pessoas suspeitas de fazerem ameaças por telefone dirigidas ao presidente do país, Mauricio Macri, enquanto uma terceira pessoa envolvida nos fatos fugiu para o Uruguai, segundo informaram neste sábado fontes oficiais.

As detenções foram realizadas pela Unidade de Investigação Antiterrorista da Polícia Federal, que atuou sob a ordem do juiz Sebastián Ramos, perante “intimidações recebidas no Departamento Federal de Emergências 911”, informou o Ministério de Segurança argentino em comunicado.

Segundo a investigação, nos números de denúncia de emergência da polícia, o “911” e o “101”, foram recebidas centenas de ligações deste tipo.

Nas ligações, segundo indicou o Ministério de Segurança, “o responsável advertia que seria colocada uma bomba no domicílio do presidente Mauricio Macri”.

Após rastrear as comunicações, o juiz ordenou buscas nos dois imóveis das localidades portenhas de Martínez e Derqui, procedimento que foi executado pela Unidade de Investigação Antiterrorista, o Grupo Especial de Operações Federais e a Brigada de Explosivos, junto com a Seção de Ciberterrorismo da Polícia Federal.

Nas buscas em Martínez, os agentes encontraram dois homens e duas mulheres, uma das quais jogou um telefone celular no chão “com a clara intenção de danificá-lo”, detalhou o comunicado.

Dois deles, um homem e uma mulher sobre os quais pesava o pedido de detenção, foram detidos.

A suspeita precisou ser transferida a um hospital por um quadro de hipertensão arterial e hipoglicemia depois de tentar agredir fisicamente os policiais.

Uma outra pessoa envolvida no caso não pôde ser encontrada e depois a Direção de Migrações confirmou que tinha tomado no porto de Tigre uma embarcação com destino ao Uruguai.

O procedimento policial foi realizado depois de que, há uma semana, dois jovens foram detidos por publicar no Twitter mensagens com ameaças terroristas contra o presidente e locais públicos de Buenos Aires.

“Tal como atuamos dias atrás, voltamos a atuar nesta ocasião. Mantemos nossa firme posição para que estes tipos de atos não permaneçam impunes”, disse hoje a ministra de Segurança argentina, Patricia Bullrich, no comunicado.

“Aqueles que pretendam atemorizar à sociedade deverão responder perante a Justiça. Não vamos permitir que se gere medo gratuitamente”, advertiu a ministra. EFE

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