Presidência do Mercosul voltará a ser discutida na sexta

Nesta sexta se completa o prazo que a Venezuela tem para "poder adquirir a condição de membro pleno no Mercosul", segundo indicou hoje a chancelaria paraguaia

Assunção – Brasil, Paraguai e Argentina, países do Mercosul que não reconhecem a presidência da Venezuela, voltarão a analisar a crise aberta no bloco nesta sexta-feira, informou o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga.

Loizaga declarou nesta segunda-feira aos jornalistas que coordenadores desses três países apresentarão na sexta-feira um inventário no qual estarão recolhidos os “complementos e descumprimentos por parte da Venezuela em sua qualidade de Estado associado”.

O chanceler paraguaio acrescentou que, em função desse relatório, serão dadas as instruções precisas para que em 23 de agosto seja realizada uma segunda reunião dos coordenadores do Mercosul, após a ocorrida na semana passada em Montevidéu.

De acordo com Loizaga, esta agenda foi estipulada no final de semana no Rio de Janeiro durante o encontro entre o presidente interino Michel Temer com os presidentes do Paraguai, Horacio Cartes, e da Argentina, Mauricio Macri, por ocasião da abertura dos Jogos Olímpicos.

Nesta sexta-feira se completa o prazo que a Venezuela tem para “poder adquirir a condição de membro pleno no Mercosul”, segundo indicou hoje a chancelaria paraguaia.

O Paraguai reiterou que a Venezuela segue sem assinar o Protocolo de Assunção sobre Direitos Humanos do Mercosul, estabelecido em dezembro do ano passado na capital paraguaia, e outras normativas em matéria econômica.

No mês passado a Venezuela comunicou aos demais membros que assumia a presidência semestral do bloco, como lhe corresponde por rotação alfabética.

A Venezuela deu esse passo depois que, no dia 29 de julho, o Uruguai anunciou aos demais sócios do Mercosul que finalizava seu mandato do bloco.

No entanto, os governos de Brasil, Paraguai e Argentina sustentam que a presidência está vaga, já que não foi assumida através de uma cúpula de chefes de Estado, protocolo habitual para a transferência, e que também não houve consenso.

“Assinalamos outra vez que para nenhum dos três países a Venezuela se encontra no exercício da presidência”, destacou Loizaga aos jornalistas. 

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