Promessas sobre mudança climática não bastarão, diz ONU

Segundo a ONI, as promessas feitas pelos países para cortar as emissões poluentes irão manter o aquecimento global no nível inaceitável de 3 graus Celsius

Bruxelas – As promessas feitas pelos países para cortar as emissões poluentes como parte dos preparativos de uma cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) no final do ano irão manter o aquecimento global no nível inaceitável de 3 graus Celsius, disse a representante do clima da entidade nesta terça-feira.

As conversas em Paris, que começam no dia 30 de novembro, servirão para a busca de um pacto mundial para deter o aquecimento, que segundo os cientistas precisa ser limitado a 2 graus Celsius para se evitar as consequências mais devastadoras, como secas e o aumento do nível dos mares.

A secretária-executiva da convenção-quadro das Nações Unidas sobre mudanças do clima (UNFCCC, na sigla em inglês), Christiana Figueres, disse que até agora só 62 países apresentaram sua promessas, cobrindo cerca de 70 por cento das emissões globais.

A ONU afirmou que irá somar as propostas no início de outubro e emitir um relatório em 1º de novembro. Mas Figueres declarou que já é um bom “chute” que as promessas, conhecidas no linguajar da organização como Contribuições Nacionais Determinadas Pretendidas (INDCs, na sigla em inglês), equivalerão a 3 graus de aquecimento em relação aos tempos pré-industriais.

Cientes do fiasco da cúpula de Copenhague em 2009, a tentativa mais recente de se obter um acordo climático global, autoridades da União Europeia e da ONU enfatizam que Paris é uma etapa, não o resultado final.

Figueres disse aos repórteres em Bruxelas que deseja ser “cristalinamente clara” ao apontar que os INDCs não são um caminho mágico para a meta de 2 graus, estabelecida pelo Acordo de Copenhague, em relação à trajetória atual de 4-5 graus.

“O que os INDCs farão será assinalar um rompimento muito substancial com o ‘deixa estar’”, afirmou. “Três graus são aceitáveis? Não”.

O plano da ONU de emitir um relatório sobre os INDCs no primeiro dia de novembro frustra as esperanças iniciais das nações mais vulneráveis e da UE de uma avaliação formal para pressionar os atrasados antes da conferência parisiense.

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