Raio mata mais de 300 renas na Noruega — de uma só vez

Fenômeno raro gerou imagens que parecem saídas de um filme de terror

São Paulo – Na última sexta-feira, um raio matou 323 renas selvagens em uma área montanhosa no sul da Noruega, que serve de rota migratória para os animais durante as mudanças de estações.

A cena macabra foi descoberta no começo desta semana durante uma inspeção de rotina feita por agentes ambientais da região. Os animais foram encontrados caídos uns sobre os outros, muitos deles com o chifres emaranhados.

Segundo as autoridades locais, durantes tempestades, as renas, assim como ovelhas, costumam se amontoar em grupos, ficando bem próximas umas das outras. Por isso, não é raro encontrar de 10 a 20 espécimes mortos por raios. Mas o caso recente deixou os especialistas surpresos por sua dimensão.

Funcionários do Centro de Pesquisa da Natureza do país supeitam que uma carga extremamente alta de descarga elétrica e a sua interação com a terra e água da chuva que corria na região tenha eletrocutado os animais de uma só vez.

Anton Krag, um zoólogo e coordenador da Aliança de Proteção Animal da Noruega, disse em entrevista ao jornal The New York Times, que espera que a publicidade em torno da morte das renas leve a uma maior consciência sobre os perigos que esses animais enfrentam todos os dias por culpa dos humanos.

“Estamos chocados com a extensão dessa tragédia”, disse ele. “No entanto, esse evento anormal teve causas naturais inevitáveis ​​e é ofuscado pelo sofrimento infligido aos animais pela atividade humana. A cada ano, centenas de renas são mortas por trens porque o governo norueguês não está disposto a investir em medidas preventivas, como cercas. Centenas de renas também são feridas por caçadores de troféus por recreação”.

Ainda segundo o especialista, as 323 renas mortas serão usadas como amostra em um importante projeto para mapear a ocorrência de uma doença neurológica debilitante e contagiosa relacionada com a doença da vaca louca e que foi detectada nas renas no sul da Noruega no começo deste ano.

Um vídeo divulgado pela RT (Russia Today) no Youtube mostra a dimensão do ocorrido.

Atenção: as imagens podem gerar desconforto.

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