Reino Unido não dará as costas para a Europa, diz Cameron

"O Reino Unido está disposto a abandonar a União Europeia, mas não devemos dar as costas à Europa nem ao resto do mundo", declarou Cameron

O Reino Unido não deve dar as costas para a Europa nem para o restante do mundo, apesar de sua decisão de abandonar a União Europeia, declarou nesta segunda-feira o primeiro-ministro David Cameron, em seu primeiro pronunciamento ante o Parlamento desde o histórico referendo do Brexit.

“O Reino Unido está disposto a abandonar a União Europeia, mas não devemos dar as costas à Europa nem ao resto do mundo”, declarou Cameron.

Segundo ele, é necessário “determinar que tipo de relação queremos com a UE”.

“Não retiro nada que tenha dito há dias. Vai ser difícil”, explicou Cameron, que convocou o referendo e fez campanha pela permanência na UE, o que o levou a pedir demissão ante a derrota.

O governo britânico decidiu criar um departamento especial para preparar a saída do Reino Unido da União Europeia, informou nesta segunda-feira o porta-voz de Cameron.

“O primeiro-ministro sugeriu e o gabinete deu sua aprovação para a criação de um novo departamento para preparar intensivamente os temas relativos ao Brexit”, informou a fonte.

O sucessor de Cameron na chefia do Partido Conservador e do governo britânico, por sua vez, deverá ser conhecido no mais tardar em 2 de setembro, conforme anunciou o partido nesta segunda-feira.

“Recomendamos que o processo de eleger o novo líder do Partido Conservador comece na semana que vem e conclua no mais tardar em no dia 2 de setembro, apesar de ser possível que termine antes”, afirmou Graham Brady, presidente do comitê parlamentar conservador que estabelece o calendário.

A data anterior prevista era outubro.

Cameron pediu demissão na sexta-feira ao ser conhecida a derrota do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, que ele defendia.

Dois deputados conservadores aparecem como possíveis sucessores. O primeiro é Boris Johnson, ex-prefeito de Londres que liderou a campanha contra a UE, e Theresa May, ministra de Interior, ligada a Cameron, que poderá se beneficiar da vontade de revanche contra Johnson de parte do partido.

Cameron deixará nas mãos de seu sucessor o início das negociações de ruptura com a UE.

Segundo o sistema político britânico, não é preciso realizar novas legislativas se o partido no poder mudar de líder em pleno mandato. O último exemplo foi o do trabalhista Gordon Brown, que substituiu Tony Blair em junho de 2007.

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