Rússia estudará como neutralizar ameaças a sua segurança

Putin indicou que terá que introduzir nesses planos certas correções para lidar com as ameaças que o país enfrenta

Moscou – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira que será obrigado a estudar como neutralizar as ameaças que o posicionamento do escudo antimísseis dos Estados Unidos no leste da Europa representam para o país.

“Depois do local destes elementos do sistema de defesa antimísseis nos veremos obrigados a pensar em como neutralizar as ameaças à segurança da Federação Russa”, disse.

Putin, que fez esta declaração em reunião sobre o desenvolvimento da indústria militar do país em Sochi, às margens do Mar Negro, indicou que a ampliação do escudo de mísseis americano ao Mediterrâneo, à Romênia e à Polônia é uma tentativa de provocar uma nova corrida armamentista.

“Não vamos embarcar nessa corrida. Faremos do nosso modo. Vamos trabalhar muito cuidadosamente, sem ultrapassar nossos planos de financiamento e de rearmamento do exército e da marinha, que foram elaborados há vários anos”, ressaltou.

No entanto, Putin indicou que terá que introduzir nesses planos certas correções para lidar com as ameaças que o país enfrenta.

O presidente russo lamentou que os Estados Unidos tenham seguido adiante com seus planos de instalar um escudo antimísseis na Europa sem levar em consideração as preocupações da Rússia.

“Os últimos eventos mostram que a situação não melhorou, mas, infelizmente, piorou. Refiro-me à colocação em funcionamento (ontem) de um radar na Romênia como um dos elementos do sistema antimísseis dos EUA”, disse.

Ele acrescentou que a Rússia, por sua vez, fará todo o necessário para conservar o equilíbrio estratégico global, que é “a garantia mais confiável contra a explosão de conflitos bélicos de grande envergadura”.

Putin reiterou que o escudo antimísseis americano “não é um sistema defensivo”, e acrescentou: “é parte do potencial nuclear estratégico dos EUA posicionado na periferia. Neste caso a periferia é a Europa Oriental”.

“Se (os americanos) utilizam suas influências nos meios de comunicação mundiais talvez possam convencer alguém de que se trata de um sistema exclusivamente defensivo, mas não podem enganar nenhum dos aqui presentes, dos que estão em torno desta mesa”, disse.

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