Rússia insiste que Ucrânia pague dívida ou declare falência

"Não houve nenhuma mudança na posição da Rússia em relação à dívida da Ucrânia", disse o porta-voz da Presidência russo

Moscou – Moscou reiterou nesta quinta-feira que a Ucrânia deve pagar à Rússia sua dívida de US$ 3 bilhões ou se declarar-se em falência.

“Não houve nenhuma mudança na posição da Rússia em relação à dívida da Ucrânia”, disse o porta-voz da Presidência russo, Dmitri Peskov.

Ele acrescentou que a Rússia não tem intenção de reestruturar a dívida ucraniana, em resposta ao ultimato dado hoje pelo governo de Kiev, que pediu ao Kremlin para aceitar uma reestruturação antes do dia 29 de outubro ou, em caso contrário, irá aos tribunais.

Peskov lembrou que tanto o presidente russo, Vladimir Putin, como o ministro das Finanças, Anton Siluanov, disseram várias vezes que Moscou não está disposta a tratar sobre a reestruturação da dívida ucraniana, e que esperam que seja saldada totalmente até dezembro próximo.

“Certamente, a moratória contempla procedimentos determinados”, acrescentou, ao responder uma pergunta sobre se a Rússia está disposta a recorrer aos tribunais internacionais para defender seus interesses.

Hoje, o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, disse que a dívida é de “US$ 3 bilhões que a Rússia deve reestruturar e também perdoar em parte”.

“No dia 29 de outubro propomos à Rússia que aceite essa decisão que propusemos a todos os credores, a menos que achem que são os únicos”, afirmou Yatseniuk.

E acrescentou: “Se considerarem que são únicos, estamos dispostos a tratar este assunto com a Rússia nos tribunais”.

Yatseniuk lembrou que todos os credores da Ucrânia, salvo um, decidiram perdoar US$ 3 bilhões e aceitaram condições tanto do perdão como da reestruturação da dívida.

“Como era de esperar, o único país que não participou da votação, um país muito interessante, se chama Rússia. E os US$ 3 bilhões que a Rússia deve reestruturar e perdoar parcialmente ficaram sem resolver”, ressaltou.

“Estamos dispostos inclusive a uma guerra jurídica com a Federação Russa”, disse o chefe do governo, que falou com a imprensa junto com sua ministra de Fazenda, Natalia Yaresko.

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