Separatistas adiam retirada de armas após ataques na Ucrânia

Os rebeldes tinham previsto começar no domingo a retirada do armamento de menos de 120 milímetros de calibre

Kiev – Os separatistas pró-Rússia adiaram nesta sexta-feira por três dias a retirada de armamento pesado na região de Donetsk depois que foram retomados os ataques contra seu principal reduto no leste da Ucrânia.

“Três violações (do cessar-fogo) em um só dia”, disse Eduard Basurin, porta-voz militar da autoproclamada república popular de Donetsk, aos meios de comunicação locais.

Os rebeldes tinham previsto começar no domingo a retirada do armamento de menos de 120 milímetros de calibre, processo que insurgentes e forças governamentais estão a ponto de terminar na vizinha região de Lugansk.

O representante rebelde falou de dois incidentes na zona do aeroporto de Donetsk e um terceiro com arma de fogo em Zaitsevo, cidade situada a cerca de 60 quilômetros ao norte da capital regional.

Além disso, foi denunciado que as forças governamentais mantêm armamento pesado, incluídas as temidas plataformas de lançamento de mísseis Grad, perto da linha de confronto, em violação dos acordos de paz de Minsk.

A Ucrânia e os separatistas começaram ontem a retirar os morteiros da frente em Lugansk, mais um passo na criação de uma zona desmilitarizada de 30 quilômetros entre ambos os grupos em conflito.

Ambos os grupos acordaram no final de setembro em Minsk que iniciariam a retirada do armamento caso cumprisse com todo rigor uma cessação do fogo de 48 horas, o que foi confirmado tanto por Kiev como pelos insurgentes.

Este processo começou com a retirada dos tanques da linha de separação de forças, após o que seguiu a artilharia e, agora, os morteiros.

A retirada do armamento é considerado o princípio do fim da guerra no leste da Ucrânia, que explodiu em abril de 2014 quando os pró-Rússia se rebelaram militarmente contra as novas autoridades que derrubaram o presidente, Viktor Yanukovich.

Esse acordo de retirada de armamento foi rubricado em 2 de outubro em Paris por Petro Poroshenko e os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; França, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, fiadores dos acordos de paz de Minsk.

Com a exceção de alguma escaramuça isolada, desde a entrada em vigor a princípios de setembro de uma nova trégua, no leste da Ucrânia unicamente se produziram baixas devido à explosão de minas.

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