Sessions fica; Macron na frente…

Sessions fica

Opositores seguem pedindo a renúncia do procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, mas, por ora, ele fica. Depois de vazarem informações de que ele se encontrou com um procurador russo durante as eleições no ano passado, Sessions anunciou na quinta-feira que vai se afastar do comando das investigações sobre a interferência da Rússia no pleito americano. A oposição o acusa de mentir ao não ter contado sobre o encontro em sua sabatina no Senado. Há três semanas, o assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, foi forçado a renunciar pelo mesmo motivo. O presidente Donald Trump disse ter confiança “total” em Sessions.

Emailgate de Pence?

O gabinete do vice-presidente americano, Mike Pence, confirmou que o político usou seu e-mail pessoal para tratar de assuntos de Estado quando era governador de Indiana. A confirmação veio após o caso ser denunciado pelo jornal Indianapolis Star. O gabinete de Pence apontou que as leis de Indiana não proíbem o uso de e-mail pessoal e afirmou que todas as mensagens passavam antes por responsáveis pela segurança, fazendo com que o governo pudesse arquivá-las. Durante a campanha presidencial de 2016, Pence foi um dos principais críticos da democrata Hillary Clinton, investigada por usar seu e-mail pessoal quando era secretária de Estado.

Sem famílias

O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos estuda a possibilidade de separar homens, mulheres e crianças pegos atravessando ilegalmente a fronteira com o México. Pais seriam presos temporariamente até a deportação, enquanto crianças seriam colocadas sob custódia, podendo ser adotadas. Atualmente, as família são autorizadas a aguardar em liberdade o processo de deportação ou o pedido de asilo — prática que o presidente Donald Trump classificou de “pegar e soltar”. Republicanos afirmam que as novas regras vão desencorajar as mães a levar os filhos na tentativa de cruzar a fronteira. Entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, cerca de 54.000 crianças e seus pais foram apreendidos.

Fed: aumento à vista

Em pronunciamento nesta sexta-feira, Janet Yellen, presidente do Fed, banco central americano, classificou de “apropriado” um aumento daa taxas de juro dos Estados Unidos em março, caso “emprego e inflação continuem a evoluir”. Na quarta-feira, dados dos índices de inflação de janeiro apresentaram alta anual de 1,9%, a mais elevada em quatro anos e logo abaixo da meta de 2% do Fed. Atualmente, as taxas de juro americanas encontram-se entre 0,5% e 0,75%. A reunião do conselho do Fed acontece nos dias 14 e 15 de março.

Macron na frente

Uma pesquisa da Odoxa divulgada nesta sexta-feira mostra o candidato centrista à Presidência da França, Emmanuel Macron, pela primeira vez à frente da ultraconservadora Marine Le Pen. No primeiro turno, Macron teria 27%, ante 25,5% de Le Pen e 19% do conservador François Fillon — que caiu nas pesquisas após um escândalo em que teria pago à sua esposa por trabalhos que ela não realizou. A sondagem também mostra que, se Fillon desse lugar ao ex-primeiro ministro Alain Juppe, de seu partido, Juppe lideraria o primeiro turno com 26,5% dos votos e tiraria Le Pen da disputa. Fillon, contudo, já afirmou que seguirá na disputa. O primeiro turno das eleições francesas será em 26 de abril.

Opel quase lá 

A montadora francesa PSA, dona da marca Peugeot, teria fechado a compra da Opel, braço europeu da rival General Motors, segundo fontes informaram à agência de notícias Reuters. O negócio teria sido concluído após uma reunião entre as partes nesta sexta-feira, mas as empresas se recusam a confirmar por ora. Com a fusão, a expectativa é vender 5 milhões de veículos por ano e “criar uma campeã europeia automotiva”, nas palavras do presidente da PSA, Carlos Barra. Uma das principais polêmicas é a possibilidade de a PSA fechar postos de trabalho da Opel na Alemanha e no Reino Unido, o que preocupa os governos locais.

Uber espião?

A empresa de transporte Uber teria usado, desde 2014, uma ferramenta para espionar e enganar governos no mundo todo, segundo uma reportagem do New York Times. Chamado de Greyball, o programa coletava dados dos celulares de usuários e identificava se eles eram ligados a governos ou a grandes corporações. O esquema funcionava em cidades como Boston, Paris e Las Vegas e, de acordo com a reportagem, os principais alvos eram lugares onde autoridades queriam banir o Uber. Em nota, o Uber disse que o objetivo do software era “negar corridas a usuários fraudulentos”.

Snap continua subindo

Depois de subirem 44% em seu primeiro dia na bolsa, as ações da Snap, dona da rede social de compartilhamento de imagens Snapchat, subiram 10,6% nesta sexta-feira. Ao longo do pregão, a alta chegou a quase 30%. No dia 1º de março, a empresa arrecadou cerca de 3,4 bilhões de dólares em seu IPO. Também nesta sexta-feira o conglomerado de mídia NBC Universal anunciou que investiu 500 milhões de dólares em ações da companhia. De olho na popularidade dos vídeos curtos do Snap, a NBC informou que o objetivo é expandir sua participação em mercados audiovisuais alternativos.

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