Seul reforça segurança na fronteira com a Coreia do Norte

As autoridades sul-coreanas acusaram militares norte-coreanos de terem atravessado a fronteira para instalar minas terrestre

A Coreia do Sul reforçou a segurança na fronteira com a Coreia do Norte, depois do aumento da tensão militar provocado pela explosão de minas que Seul atribui a Pyongyang.

As autoridades sul-coreanas acusaram militares norte-coreanos de terem atravessado a fronteira para instalar minas terrestres, que mutilaram dois soldados de Seul na semana passada.

O incidente aconteceu na zona desmilitarizada (DMZ), que chega a dois quilômetros dos dois lados da fronteira. Um soldado perdeu as duas pernas e o outro teve uma perna amputada.

A Coreia do Sul anunciou na segunda-feira a retomada de suas operações de propaganda na fronteira com a Coreia do Norte, pela primeira vez em 11 anos.

“Reforçamos nossas posições defensivas (ao longo da fronteira) ante outra potencial provocação do Norte”, declarou o porta-voz do ministério da Defesa sul-coreano, Kim Min-Seok.

O exército “responderá imediatamente” se a Coreia do Norte abrir fogo contra os alto-falantes, completou o porta-voz. Os moradores da região receberam a recomendação de prudência e os agricultores a abandonar os campos.

A presidência sul-coreana exigiu um pedido de desculpas de Pyongyang pelo que chamou de “clara violação” do acordo de cessar-fogo, que encerrou a guerra da Coreia (1950-1953).

De acordo com a imprensa sul-coreana, os alto-falantes começaram a funcionar de novo em 11 pontos da fronteira.

Os aparelhos divulgam informações internacionais, boletins meteorológicos, mensagens que denunciam as provocações norte-coreanas e evocam a superioridade da democracia, segundo o ministério da Defesa.

As mensagens são ouvidas a mais de 10 quilômetros da área.

Durante vários anos, fileiras de alto-falantes colocados ao longo da fronteira com a Coreia do Norte transmitiram mensagens de propaganda sobre as virtudes de viver no Sul.

A ação foi suspensa em 2004, durante um período de aproximação entre os dois Estados rivais, iniciado pelo ex-presidente sul-coreano Kim Dae-Jung.

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