Stoltenberg diz que Otan manterá arsenal nuclear “crível”

"Vamos seguir tendo um elemento dissuasório nuclear crível e seguro como parte da postura de defesa da Otan"

Bruxelas – O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou nesta terça-feira que a organização manterá um arsenal nuclear “crível e seguro” para seus propósitos de defesa e dissuasão, além de acrescentar que, apesar do reforço militar no leste da Europa, não procura o enfrentamento com a Rússia.

“Faremos uma avaliação e manteremos tendo um elemento dissuasório nuclear crível e seguro”, indicou Stoltenberg em uma breve entrevista coletiva antes entrar em uma reunião com os ministros da Defesa dos países que formam a Otan.

“Realizaremos as atualizações tanto por parte do Reino Unido como dos Estados Unidos sobre suas contribuições para a parte dissuasória nuclear da Otan”, comentou Stoltenberg.

Perguntado se a Otan planeja enviar mais armas nucleares ou mísseis balísticos em países do leste da Europa, o secretário-geral da organização não quis dar detalhes.

“Vamos seguir tendo um elemento dissuasório nuclear crível e seguro como parte da postura de defesa da Otan”, destacou.

Todos os membros da Otan com exceção da França, que decidiu se manter à margem, participam deste grupo de planejamento nuclear independentemente se eles possuem ou não armas nucleares.

O grupo, que é presidido pelo secretário-geral e reúne uma vez por ano os ministros da Defesa, aborda questões com a segurança e a viabilidade dessas armas, comunicações e sistemas de informação, assim como assuntos de preocupação comum, como o controle dos arsenais e a proliferação nuclear.

Os ministros esperam dar hoje seu apoio político à manutenção de quatro robustos batalhões multinacionais por rotação Lituânia, Letônia, Estônia e a Polônia, indicou Stoltenberg.

O secretário-geral também afirmou que a Otan avalia como aumentar sua presença na região do Mar Negro.

“Nesta reunião e na cúpula (em julho, em Varsóvia) tomaremos decisões particularmente relacionadas com a presença de forças na parte leste da Aliança. Ao mesmo tempo, não buscamos um confronto com a Rússia, não queremos uma nova Guerra Fria, seguiremos buscando uma relação construtiva e de cooperação com a Rússia”, disse.

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