Suspeito de traficar vacas na Índia é linchado por hindus

Muçulmano morreu por supostamente traficar o animal sagrado do hinduísmo

Nova Délhi – Um muçulmano morreu após ser linchado por um grupo de hindus por supostamente traficar vacas, um animal sagrado para essa religião, enquanto outros quatro traficantes foram detidos pela polícia no norte da Índia, informou nesta sexta-feira uma fonte oficial à Agência Efe.

“Uma multidão atacou os contrabandistas e um deles morreu ontem no hospital em consequência dos ferimentos”, disse Somya Sambhasivam no distrito de Sirmaur, no estado de Himachal Pradesh, onde ocorreu o fato.

Sambhasivam indicou que a multidão perseguiu e atacou um caminhão que transportava cinco vacas e dez touros para libertar os animais e dar uma surra nos cinco contrabandistas que viajavam no veículo.

A polícia afirmou que os quatro contrabandistas que sobreviveram ao ataque foram detidos após passar pelo hospital já que este estado, da mesma forma que a maioria do país, proíbe o sacrifício de vacas.

As forças de segurança buscam agora os participantes do ataque, ocorrido a cerca de 250 quilômetros de Nova Délhi.

No final de setembro, um grupo de hindus linchou outro muçulmano e deixou em estado crítico um de seus filhos por supostamente ter carne de vaca em casa em uma cidade próximo à capital.

O fato causou uma grande comoção em um país onde os hindus representam 79,8% dos cerca de 1,2 bilhão de indianos e para os quais a vaca é um animal sagrado, enquanto os muçulmanos conformam 14,2% da população.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, qualificou há dois dias de “triste” e “indesejável” o linchamento daquele homem por supostamente ter carne de vaca.

Na maior parte da Índia está proibido o consumo de carne de vaca, e sob o governo nacionalista hindu do partido Bharatiya Janata Party de Modi nos últimos meses a aplicação destas normas se endureceu.

O Tribunal Superior do estado nortista de Jammu e Caxemira derrogou hoje a proibição do consumo de carne bovina estabelecida no começo de setembro e que estava suspensa até nova ordem, com permissão apenas no único estado de maioria muçulmana da Índia. 

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