Syriza tem pequena vantagem perante Nova Democracia

O Syriza conta com 26% de intenções de voto, dez pontos percentuais a menos que nas eleições de janeiro, enquanto o Nova Democracia, por sua vez, alcança 25%

Atenas – A corrida eleitoral entre Syriza e Nova Democracia está cada vez mais apertada e, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, o partido esquerdista de Alexis Tsipras só leva vantagem perante os conservadores de Vagelis Meimarakis em um ponto percentual próximo do pleito geral do dia 20 de setembro.

O Syriza conta com 26% de intenções de voto, dez pontos percentuais a menos que nas eleições de janeiro, enquanto o Nova Democracia, por sua vez, alcança 25%, contra 27,8% no último pleito, segundo a pesquisa realizada pelo instituto demoscópico Pulse e publicada pela emissora “Action 24”.

Enquanto o Syriza teve uma queda com relação às pesquisas realizadas há vários meses, quando chegou a rondar 40%, o Nova Democracia, que chegou a ficar situado em algumas enquetes abaixo de 16%, vai ganhando força paulatinamente à medida que a reunião eleitoral se aproxima.

Em terceiro lugar continua, com 6%, o partido neonazista Amanhecer Dourado, que ao longo de todos estes meses se mantém estável, apesar de sua cúpula estar sentada no banco em um julgamento por alguns crimes.

O quarto posto é compartilhado entre a lista conjunta dos social-democratas e da esquerda moderada Pasok-Dimar, os comunistas do KKE e o centrista To Potami.

O parceiro de coalizão do Syriza, os nacionalistas Gregos Independentes, ficariam fora do plenário ao obter somente 2,5% (a barreira mínima é de 3%).

O partido criado a partir do Syriza, a Unidade Popular de Panayotis Lafazanis, alcança 4% das intenções de voto.

A porcentagem de indecisos ronda nesta pesquisa 10,5%, um nível relativamente baixo se comparado com outras pesquisas que veem até 25% de pessoas com direito a voto que ainda não tomaram uma decisão.

Segundo o instituto Pulse, 68% dos cidadãos avaliam agora negativamente o trabalho do governo de Tsipras, longe dos índices de popularidade que superavam 70% nos primeiros meses de seu curta gestão.

Perguntados pelas preferências com relação a coalizões, a maior parte dos indagados, 24%, preferiria que fosse formado um governo de união nacional, com participação do Syriza, Nova Democracia e outras forças.

21% deseham uma coalizão na qual o Nova Democracia seja o primeiro partido, e 17% querem o Syriza como principal força em uma aliança de governo.

Outros 17%, no entanto, preferem que haja um governo no qual o Syriza obtenha a maioria absoluta, frente a só 8% que querem que o mesmo para o Nova Democracia.

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