Terremoto no Chile soma 550 réplicas que continuam por 1 ano

Dessas réplicas, duas superaram a magnitude 7 e 20 a magnitude 6, o que, para ele, são também uma fonte de aprendizagem

Santiago do Chile – O terremoto de 8,4 graus na escala Richter que no último dia 16 atingiu o Chile gerou até as primeiras horas desta terça-feira 550 réplicas, que continuarão a ocorrer por pelo menos um ano, afirmou hoje o diretor do Centro Sismológico do Chile, Sergio Barrientos.

Dessas réplicas, duas superaram a magnitude 7 e 20 a magnitude 6, o que, para ele, são também uma fonte de aprendizagem e de conhecimento.

“Estamos conhecendo cada vez melhor a maneira como ocorrem os terremotos em frente à costa do Chile”, assinalou o sismólogo em uma entrevista a rádio Cooperativa.

O Centro Sismológico Nacional analisa as imagens geográficas “do terremoto de 2010 (de magnitude 8,8, em 27 de fevereiro), do terremoto em Iquique em 2014 (de magnitude 8,2 em 1º de abril) e do da semana passada, “para mapear o deslocamento, ou seja, como a placa de Nazca penetra a placa Sul-Americana”.

O especialista comentou que nem todos os sismos têm características semelhantes, já que alguns apresentam maior deslocamento e liberação de energia e outros menos.

Quanto menor for o deslocamento do terremoto principal, maior é a liberação de energia “em forma de réplicas um pouco maiores, de magnitude seis ou superiores”, explicou Barrientos.

“As réplicas são sismos de menor intensidade que ocorrem na mesma área de ruptura de um movimento telúrico maior, acontecem porque a crosta terrestre continua se adaptando na falha”, descreveu Rodrigo Cienfuegos, diretor do Centro de Pesquisa da Universidad Católica para a Gestão Integrada de Desastres.

O terremoto e o tsunami de 16 de setembro, que afetaram principalmente a região de Coquimbo no norte do Chile, obrigou a evacuar cerca de um milhão de pessoas do litoral ao longo do Chile, com um balanço de 13 mortos, 9.065 afetados e mais de cinco mil casas destruídas ou com danos.

De acordo com Sergio Barrientos, o esperável é que as réplicas diminuam de intensidade e frequência com o passar do tempo, apesar de “para magnitudes de 8,4 (na escala Richter), são esperadas réplicas por bom tempo”.

“Durante as primeiras semanas serão sentidos sismos significativos na região de Coquimbo, alguns deles perceptíveis em Santiago e com o tempo começarão a decrescer”, acrescentou.

Em relação ao terremoto de fevereiro de 2010, o segundo mais forte da história do país e o oitavo do mundo, Barrientos afirmou que ainda é possível sentir réplicas, que já passaram de 10 mil.

Esse terremoto deixou 525 falecidos, mais de 500 mil casas com danos e dois milhões de afetados nas regiões de Valparaíso, Metropolitana, O’Higgins, Maule, Biobío e La Araucanía.

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