Tráfico de petróleo do EI toma novas rotas, diz Rússia

A Rússia afirmou que a organização jihadista Estado Islâmico (EI) continua com o tráfico de petróleo à Turquia tomando uma nova rota pelo norte do Iraque

A Rússia afirmou nesta sexta-feira que a organização jihadista Estado Islâmico (EI) continua com o tráfico de petróleo à Turquia tomando uma nova rota pelo norte do Iraque, para evitar os bombardeios russos.

O Estado-Maior russo também indicou que a aviação russa efetuou 5.240 missões, das quais 145 de longa distância, desde o início de sua intervenção militar na Síria, em 30 de setembro.

“Os terroristas tentam escapar dos bombardeios russos mudando sua logística e utilizando novos circuitos de contrabando de petróleo”, afirmou o general Serguei Rutskoi durante uma coletiva de imprensa do Estado-Maior.

Uma destas novas rotas leva os caminhões-tanque da província de Deir Ezzor (leste da Síria) a Zakho e Mossul, reduto do EI no Iraque, atravessando a fronteira entre os dois países antes de chegar à Turquia, disse.

“O petróleo chega ao território turco através de um ponto fronteiriço na região de Zakho”, acusou, mostrando imagens de satélite de comboios e de instalações logísticas situadas, segundo ele, na fronteira entre Iraque e Turquia.

“No momento destas capturas na região de Zakho, 11.775 caminhões-tanque estavam de cada lado da fronteira”, afirmou o general, acrescentando que os outros circuitos de contrabando haviam sido abandonados pelos comboios nos últimos dias.

O Estado-Maior também afirmou que a aviação russa destruiu na semana passada 37 alvos ligados à extração e ao tratamento do petróleo na Síria, assim como 17 comboios de caminhões-tanque, fazendo com que o número de veículos de transporte de petróleo destruídos desde o fim de setembro subisse a mais de 2.000.

Vários países, entre eles Rússia e Iraque, acusam a Turquia de estar envolvida no contrabando de petróleo do EI, que constitui uma das principais fontes de financiamento da organização jihadista.

Moscou chegou inclusive a acusar o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e sua família de estar ligados diretamente ao contrabando de petróleo do EI, acusações que Erdogan classificou de mentiras, prometendo inclusive que abandonaria seu cargo se elas se provassem.

Washington considerou, por sua vez, que a quantidade de petróleo transportado pelo EI na Turquia é economicamente insignificante, e Moscou respondeu com a acusação de querer “acobertar seus atos”.

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