Trump consideraria fechar mesquitas de NY após atentados

O pré-candidato presidencial republicano pediu maior vigilância sobre as mesquitas de Nova York e disse que consideraria "seriamente" fechá-las

Nova York – O pré-candidato presidencial republicano, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira maior vigilância sobre as mesquitas de Nova York, disse que consideraria “seriamente” fechá-las e pediu que se ataque as fontes de petróleo e os ativos que financiam o Estado Islâmico (EI).

“Odiaria ter de fazer isso, mas é algo que é preciso considerar muito seriamente”, disse Trump em entrevista à emissora “MSNBC”, na qual garantiu que é preciso “vigiar e estudar” as mesquitas de Nova York depois dos ataques terroristas em Paris.

O magnata americano lamentou que o atual prefeito de Nova York, Bill de Blasio, tenha suspendido os programas de vigilância nas mesquitas da cidade porque, acrescentou, “algumas das ideias e o ódio absoluto que temos estão vindo destes lugares”.

“Pelo que tenho entendido, antes havia uma grande vigilância (por parte dos serviços de inteligência) nas mesquitas de Nova York e seus arredores e acredito que nosso prefeito a suspendeu, e isso é um grande erro”, criticou Trump.

Na mesma entrevista, o republicano assegurou que, se ele fosse presidente dos Estados Unidos, “provavelmente não teríamos este tipo de problemas”, em referência aos ataques terroristas da sexta-feira passada na França.

“Deveríamos ter bombardeado antes os campos de treinamento dos terroristas, venho dizendo isso há muito tempo, seria preciso atacar suas fontes de petróleo e localizar, identificar e congelar seus ativos e os países que estão lhe financiando”, declarou Trump.

O magnata nova-iorquino insistiu que há “países muito ricos” que dizem ser aliados dos Estados Unidos, “mas na realidade estão nos usando, porque ao mesmo tempo estão dando dinheiro aos terroristas”.

Neste sentido, Trump reiterou suas criticas tanto ao presidente Barack Obama como à pré-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, porque se negam a “chamar por seu nome” os terroristas do EI e não entendem que “estamos em guerra”.

“São terroristas islâmicos radicais e é preciso chamá-los por seu nome, mas não se atrevem a fazê-lo. E o que acontece é que, se não pode definir o problema, então não vai poder resolvê-lo nunca”, acrescentou.

Por fim, disse que, se for eleito, não descartaria enviar mais tropas ao Oriente Médio para combater o terrorismo e defendeu um acordo com a Turquia para que os terroristas não possam atravessar suas fronteiras. 

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