A estratégia militar de Trump

Após uma semana intensa, os Estados Unidos têm um dia de descanso hoje com o feriado do Dia dos Veteranos. A data, 11 de novembro, marca o armistício e o fim da Primeira Guerra Mundial. Mas a celebração da paz após uma grande guerra serve também para jogar luz na estratégia militar do novo governo.

Trump não polpou as forças armadas durante a campanha: disse que o exército americano estava um desastre, zombou do ex-candidato a presidente John McCain (ele afirmou que McCain não era um herói de guerra pois havia sido capturado), e ridicularizou os pais do soldado muçulmano Humayun Khan, que morreu na guerra, após a convenção do partido democrata. Muitos veteranos, republicanos e militares o condenaram por tais declarações.

A instabilidade do presidente-eleito não deve ser o suficiente para jogar os Estados Unidos em uma guerra com a Rússia ou com a Coréia do Norte — Trump inclusive já demonstrou simpatia tanto por Vladimir Putin quanto por Kim Jong-un. Mas ele — e a maioria dos republicanos que agora ocupam o congresso — não deve se mexer em prol de fechar a Prisão de Guantánamo ou de retirar as 8.400 tropas americanas no Afeganistão. Trump afirmou reiteradamente que a retirada do Iraque foi um presente para o fortalecimento do Estado Islâmico.

A cartilha nuclear americana diz que, logo após fazer o juramento da presidência, um oficial do exército será designado para o presidente Trump com uma pasta de couro e alumínio que contém um “manual para conduzir uma guerra nuclear”. Conhecida como “The Football”, trata-se de um menu de alvos estrangeiros — de cidades a arsenais inimigos. No entanto, para utilizar as armas Trump necessita ligar para um comandante no Pentágono e verificar sua identidade por meio de uma série de códigos, contidas em um cartão único, chamado de “O Biscoito”. O país tem 2.000 ogivas nucleares.

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